
Por vezes, são precisos os olhos e ouvidos doutras pessoas para que o nosso espírito se dê conta da riqueza das sensações que nos rodeiam.
O cérebro pode mentir-nos acerca do que nos é transmitido pelos sntidos, ou seja, dar-nos falsas percepções da realidade.
Às coisas que vemos e ouvimos e que não «estão lá, ali…», dá-se o nome de alucinações, fenómeno que pode ter inúmeras causas.
Pensamos em tudo quanto um simples passeio pelas ruas implica. Não falando já no equilíbrio e na coordenação, temos ainda de ver por onde vamos, o que significa perceber e interpretar imediatamente a variação constante de cores, luzes, sombras e movimentos.
Para o conseguirmos, temos às nossas ordens cerca de cem milhões de células receptoras – os bastonetes e os cones – na retina de cada olho, composta ainda por quatro outras camadas de células nervosas.
No seu conjunto, este sistema executa, provavelmente, o equivalente a dez biliões de cálculos por segundo antes que a informação visual atinja o nervo óptico. E quando os dados visuais chegam ao cérebro, são processados por mais uma dúzia de centros de visão independentes, no córtex cerebral.
Óbvia e felizmente, tudo isto nos passa despercebido e, na melhor das hipóteses, limitamo-nos a olhar para o outro lado.
Se tivesse que escolher entre as delícias da Natureza, as visões, os sons e as fragrâncias que mais gostaria de ver, ouvir e cheirar no meu último dia na Terra, penso que escolhia as seguintes:
O canto dos rouxinol, o grito nostálgico dos gansos, o cheiro dos pinheiros que ainda não arderam, os tons das asas das libelinhas à luz do sol, a voz do melro ao entardecer e a mais sugestiva e comovente de todas as visões – a barncura duma núvem voando serenamente no azul do céu.
Escalar montanhas é um passatempo paradoxalmente intelectual, como uma característica própria: temos de pensar com o corpo. Cada movimento tem de ser avaliado em termos de esforço e equilíbrio e consciência. Muitos têm alucinações todos os dias sem se lembrarem delas. São difíceis de recordar porque ocorrem na fase de transição entre a vigília e o sono, durante escassos segundos. Estas são as alucinações hipanagógicas e são, geralmente visuais ou auditivas, muito nítidas e familiares.
São típicos os sons de vozes conhecidas, dum telefone que toca, de velhos que choram e de crianças que riem no seio da miséria e da fome, da doença.
Os que se recordam destas alucinações dizem que são espantosamente reais e pormenorizadas. Distinguem-se das verdadeiras alucinações porque estas ocorrem em perfeita vigilidade e o indivíduo as confunde com a própria realidade.
O cérebro pode mentir-nos acerca do que nos é transmitido pelos sntidos, ou seja, dar-nos falsas percepções da realidade.
Às coisas que vemos e ouvimos e que não «estão lá, ali…», dá-se o nome de alucinações, fenómeno que pode ter inúmeras causas.
Pensamos em tudo quanto um simples passeio pelas ruas implica. Não falando já no equilíbrio e na coordenação, temos ainda de ver por onde vamos, o que significa perceber e interpretar imediatamente a variação constante de cores, luzes, sombras e movimentos.
Para o conseguirmos, temos às nossas ordens cerca de cem milhões de células receptoras – os bastonetes e os cones – na retina de cada olho, composta ainda por quatro outras camadas de células nervosas.
No seu conjunto, este sistema executa, provavelmente, o equivalente a dez biliões de cálculos por segundo antes que a informação visual atinja o nervo óptico. E quando os dados visuais chegam ao cérebro, são processados por mais uma dúzia de centros de visão independentes, no córtex cerebral.
Óbvia e felizmente, tudo isto nos passa despercebido e, na melhor das hipóteses, limitamo-nos a olhar para o outro lado.
Se tivesse que escolher entre as delícias da Natureza, as visões, os sons e as fragrâncias que mais gostaria de ver, ouvir e cheirar no meu último dia na Terra, penso que escolhia as seguintes:
O canto dos rouxinol, o grito nostálgico dos gansos, o cheiro dos pinheiros que ainda não arderam, os tons das asas das libelinhas à luz do sol, a voz do melro ao entardecer e a mais sugestiva e comovente de todas as visões – a barncura duma núvem voando serenamente no azul do céu.
Escalar montanhas é um passatempo paradoxalmente intelectual, como uma característica própria: temos de pensar com o corpo. Cada movimento tem de ser avaliado em termos de esforço e equilíbrio e consciência. Muitos têm alucinações todos os dias sem se lembrarem delas. São difíceis de recordar porque ocorrem na fase de transição entre a vigília e o sono, durante escassos segundos. Estas são as alucinações hipanagógicas e são, geralmente visuais ou auditivas, muito nítidas e familiares.
São típicos os sons de vozes conhecidas, dum telefone que toca, de velhos que choram e de crianças que riem no seio da miséria e da fome, da doença.
Os que se recordam destas alucinações dizem que são espantosamente reais e pormenorizadas. Distinguem-se das verdadeiras alucinações porque estas ocorrem em perfeita vigilidade e o indivíduo as confunde com a própria realidade.
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