A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE&feature=player_embedded



(Enviado por um Amigo)



domingo, 6 de fevereiro de 2011

O egocentrismo global



O simulacro existencial da pós-modernidade e suas implicações na actividade admnistrativa e na vida de forma mais ampla, podem ser percebidos a partir de conceitos e valores. A ideologia pós-moderna difunde-se a partir de emissões televisivas para a classe média portuguesa, através dos seus principais aparelhos ideológicos. Os telejornais, as novelas e os constantes “Big Brother Portugal”, liderado por “intelectuais” pró-modernos.
O primeiro, encerra-se num apanhado de informações manipuladas, apresentadas artisticamente e desprovidas de qualquer estímulo ao debate e à reflexão, elementos indispensáveis ao exercício da cidadania democrática, ética e transformadora, por lhe fornecer o seu fundamento factual. Isto significa ressoar o óbvio: que fundamenta o seu posicionamento político e cidadão a partir de dados fornecido pelos telejornais, submete-se ao risco de se constranger, caso participe dum diálogo com pessoas efectivamente informadas do factos que nos afectam e despertam o nosso interesse e estupefacção.
O “Big Brother” é um aparelho que perverte a noção de meritocracia, inerente a uma ética que percebe a justiça como condicionada à competencia de cada um, ou seja, à virtude daquele que soube aproveitar as oportunidades disponíveis na sua busca de qualificação ou mesmo conduta ética: para o vencer, é necessário apenas cair nas boas graças (…), o que significa agir de modo irracional ou “espontâneo”, de maneira que afecte a sua simpatia junto do “público”, ou seja, aquele subconjunto de telespectadores que, além de assistir aos programas, se dispõe a votar pela Internet e telefone, a fim de garantir que os seus preferidos permaneçam no “poleiro da casa” e, no limite, vençam de novo.
As novelas são o golpe final. Fica claro quanto a novela ataca valores caros à felicidade humana: o propósito, a família e a própria ética. Nem sempre se percebe estas concepções existenciais contraditórias: uma, que condiciona a efectividade da vida colectiva, e outra, que acredita que a felicidade individual depende dum rompimento com qualquer compromisso com o bem-estar geral.
Esta oposição revela um importante debate filosófico e administrativo presente na contemporaneidade. Dum lado, o homem como ser “político”, posicionado por Aristóteles (Ética e Nicómaco), segundo o qual a vida só é possível quando o homem usa o seu intelecto de maneira coerente e racional, em busca dum bem colectivo e individual, sendo temperante em relação aos prazeres físicos, para que possa procurar as suas vontades espirituais. Do outro, o homem nietzchiano, a “sós consigo”, em busca da sua libertação da própria condição humana, transvalorizando todos os valores para se tornar um super-homem, revelado por ser pura iracionalidade e desejo físico. Para além dos méritos de cada concepção, fica claro que a interpretação vulgar do pensamento nietzchiano acescentou o actual ataque á racionalidade humana, à família, aos valores humanistas e à própria noção de cidadania. É importante perceber-se que somente vive quem o faz com propósito, com objectivo capazes de nos desafiar a desenvolver as nossas potencialidades em direcção a uma obra que tanto satisfaça as nossas vontades como contribuam para o progresso social.

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