A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



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(Enviado por um Amigo)



domingo, 20 de fevereiro de 2011

O livro da vida


No livro da vida não se volta, quando se quer, a página já lida, para melhor a entender. Nem se pode fazer a pausa necessária à reflexão.
Na vida há os grandes, os médios – quase em vias de extinção – e os pequenos e pequeninos, o que me faz lembrar uma anedota sobre dois pombros, que comiam nas mãos das pessoas e, depois, quando levantavam voo, diziam um para o outro:
“Sabes uma coisa? Parecemos mesmo dois políticos”. «Porquê». “Porque quando temos fome comemos nas mão das pessoas. Logo depois, levantamos voo e «caimos-lhes em cima”.

Quando começamos a importar-nos com a opinião que os outros têm a nosso respeito, as coisas tendem a tornar-se pesadas. Mas, se a nossa preocupação não existir, é prova de que sabemos de nós.

Um livro é um conjunto, grande ou pequeno, podendo também ser médio, como nós e nossa sociedade, pode versar sobre muitos temas, contar-nos boas histórias, como a do mundo e dos homens e das mulheres, das crianças e animais. Raramente, embora usando certas passagens para fazer citações pensadas apropriadas para o momento, o nosso livro do dia-a-dia é transcrito em papel e, assim, todas as nossas memórias se perdem no infinito do tempo e dos tempos.
Para que tal não suceda e seja tida em conta toda a vivência humana, tem de haver quem se dedique e ao seu tempo, a contar todas as peripécias porque passa e repassa a humanidade.

Por exemplo, se agora querem aumentar à idade de reforma, é porque nada ligam aos jovens que, licenciados ou não, têm todo o direito de procurar fazer a sua vida, de ter um emprego e ganhar a sua vida e tornarem-se, finalmente, independentes de seus pais. E estes devem poder gozar a sua reforma após terem contribuído durante tantos anos para o efeito.
Até parece que existe “inveja” à juventude, talvez porque os anos passam e aqueles que vão envelhecendo sentem que lhes quer «roubar» os lugares que sempre ocuparam. Nada ou ninguém é eterno, talvez a memória de alguns que se notablizaram. Mas aqueles que tal como aqueles pombos levantaram voo e fizeram o que fagem geralmente as aves lá do alto, mesmo essas aves raras que pouco ou nada valem a não ser pelo que conseguem impor aos pequenos e pequeninos, um dia chagarão ao termo da sua vida. E depois cabe-nos saber dissecar aquelas por vezes negras páginas da vida que viveram entre nós. E depois, muitos dirão:

« De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos vilões, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto».

A vida acaba-se e fica aquele livro aberto para que alguns possam virar algumas páginas, algumas importantes, mas isso fica só ao alcance de muito poucos, alguns dos quais desistem de o fazer sem as devidas condições, porque lhas negam.

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