
Segundo o sociólogo Immanuel Walenstein, pesquisador e professor da Universidade de Yale, todos devemos ser intelectuais e militantes ao mesmo tempo, afirmando também que dentro de alguns anos, o colapso, que já está em curso, pelos limites impostos à acumulação de capital, acabará com o capitalismo, uma vez que o reequilíbrio do sistema é impossível. Mas, antes de mais nada, é preciso analisar como se caiu nessa situação.
Em 1945 e até hoje, tudo o que ocorreu levou à situação presente. O que se deve aprender é que não se pode analisar o que aconteceu nos últimos dez anos, olhando apenas para esses anos, o que é comum entre os políticos, académicos e alguns jornalistas, porque esta não é uma crise causada por empréstimos a pessoas que não tinham dinheiro suficiente para os pagar. Isso foi o gatilho que a deflagrou, mas não a causa.
Então, qualquer análise inteligente tem de ser feita a longo prazo. A segunda coisa, é que é sempre bom, para as pessoas, encontrar plantas para regar e vê-las crescer.
Mas, começam a ver pequenos avanços e passam a crer que tudo está a ir bem novamente.
Porém, isso é propaganda de governos, fazendo-os sentir-se bem para se mostrarem bem. O facto é que o desemprego está e continuará elevado. Demasiado elevado. As pessoas estão a conter as despesas, porque estão com medo de gastar e têm razões para isso, estão a ser forçadas a deixar as suas casas e os negócios estão a falir. Isso, que vivemos, durará algum tempo.
É uma depressão profunda. Se olharmos ao que ocorre agora, como uma análise de longo prazo (últimos quinhentos anos), percebe-se que estamos numa crise estrutural do capitalismo, que os ceguetas dos políticos não querem ver. E isso é muita coisa para digerirmos, excepto para os inteligentes capitalistas, que entenderão o que realmente acontece e tentarão preparar-se para o futuro.
De 1970 até 2000, o poder hegemónico dos Estados Unidos estava em declínio, mas de modo lento. Basicamente, quando George Bush se tornou presidente, ele e seus colegas conservadores, pensaram que a razão dessa hegemonia estar em declínio era porque a liderança dos USA era fraca e o presidente não mostraria o caminho para a restaurar.
Isso seria por meio do machismo militar, indo sozinho, intimidando tudo e todos, o que se revelou um desastre que, não só não funcionou, como causou um declínio lento tornando-se numa queda precipitada.
Agora, Obama tenta voltar às políticas pré-Bush, mas elas não podem funcionar mais. Por causa de Bush é demasiado tarde para isso, pois estamos num mundo multipolar, onde os USA são uma potência forte, mas apenas uma entre nove ou dez.
Há dois pilares do processo que representam a ruptura final do poder americano. Um, é a crise do dólar. O outro, é o realinhamento geopolítico dos Estados Unidos. Um poder no qual não se consegue prestar atenção, é um poder a ignorar. Muitos países vão ignorar os Estados Unidos; aliás já acontece na América Latina, em grande parte da Ásia e ocorrerá no Médio Oriente dentro de dois a três anos, uma vez que é a região onde concentram a sua energia política e onde sofrem revés atrás de revés. Isso será um desastre para os USA.
Acredito que mais importante que as guerras entre países, serão os conflitos internos dos países. Por isso, os governos estão com medo. O chinês e o americano estão preocupados. Uma guerra civil nos Estados Unidos não é impossível se repararmos que certas pessoas da direita falam do governo. Observemos algumas acções sérias em termos de violência, que têm bastante suporte da população. Em Portugal, as coisas vão também muito mal.
Em 1945 e até hoje, tudo o que ocorreu levou à situação presente. O que se deve aprender é que não se pode analisar o que aconteceu nos últimos dez anos, olhando apenas para esses anos, o que é comum entre os políticos, académicos e alguns jornalistas, porque esta não é uma crise causada por empréstimos a pessoas que não tinham dinheiro suficiente para os pagar. Isso foi o gatilho que a deflagrou, mas não a causa.
Então, qualquer análise inteligente tem de ser feita a longo prazo. A segunda coisa, é que é sempre bom, para as pessoas, encontrar plantas para regar e vê-las crescer.
Mas, começam a ver pequenos avanços e passam a crer que tudo está a ir bem novamente.
Porém, isso é propaganda de governos, fazendo-os sentir-se bem para se mostrarem bem. O facto é que o desemprego está e continuará elevado. Demasiado elevado. As pessoas estão a conter as despesas, porque estão com medo de gastar e têm razões para isso, estão a ser forçadas a deixar as suas casas e os negócios estão a falir. Isso, que vivemos, durará algum tempo.
É uma depressão profunda. Se olharmos ao que ocorre agora, como uma análise de longo prazo (últimos quinhentos anos), percebe-se que estamos numa crise estrutural do capitalismo, que os ceguetas dos políticos não querem ver. E isso é muita coisa para digerirmos, excepto para os inteligentes capitalistas, que entenderão o que realmente acontece e tentarão preparar-se para o futuro.
De 1970 até 2000, o poder hegemónico dos Estados Unidos estava em declínio, mas de modo lento. Basicamente, quando George Bush se tornou presidente, ele e seus colegas conservadores, pensaram que a razão dessa hegemonia estar em declínio era porque a liderança dos USA era fraca e o presidente não mostraria o caminho para a restaurar.
Isso seria por meio do machismo militar, indo sozinho, intimidando tudo e todos, o que se revelou um desastre que, não só não funcionou, como causou um declínio lento tornando-se numa queda precipitada.
Agora, Obama tenta voltar às políticas pré-Bush, mas elas não podem funcionar mais. Por causa de Bush é demasiado tarde para isso, pois estamos num mundo multipolar, onde os USA são uma potência forte, mas apenas uma entre nove ou dez.
Há dois pilares do processo que representam a ruptura final do poder americano. Um, é a crise do dólar. O outro, é o realinhamento geopolítico dos Estados Unidos. Um poder no qual não se consegue prestar atenção, é um poder a ignorar. Muitos países vão ignorar os Estados Unidos; aliás já acontece na América Latina, em grande parte da Ásia e ocorrerá no Médio Oriente dentro de dois a três anos, uma vez que é a região onde concentram a sua energia política e onde sofrem revés atrás de revés. Isso será um desastre para os USA.
Acredito que mais importante que as guerras entre países, serão os conflitos internos dos países. Por isso, os governos estão com medo. O chinês e o americano estão preocupados. Uma guerra civil nos Estados Unidos não é impossível se repararmos que certas pessoas da direita falam do governo. Observemos algumas acções sérias em termos de violência, que têm bastante suporte da população. Em Portugal, as coisas vão também muito mal.
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