A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE&feature=player_embedded



(Enviado por um Amigo)



sábado, 12 de março de 2011

O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso



(não me esqueço de como estas unhas que aqui elogiam rendidas O Norte de Portugal, foram as mesmas que tão mal trataram o Mestre Agostinho a Silva !... do Norte ! até as borboletas gostam !)
Cortesia Inestimável _ Jorge Campos Macedo
O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso.
O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, etcaetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.


O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

Escrito por Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 11 de março de 2011

O “Zé” vai entrar na história!!!


O simplesmente “Zé” perdeu definitivamente o rumo e mais parece uma andorinha, que voa aos ziguezagues, voos picados e perigosos… até partir.

O “Zé” propriamente dito não tem curriculum a apresentar, não tem nada para oferecer. Isto porque não tem curriculum. Deitou-o fora, latrina abaixo e fez a descarga, não havendo mais retorno. Não renegando o seu passado, ao aliar-se com o que há de mais retrógrado neste país, o “Zé” termina por se deixar cair na melancolia, senrindo-se abandonado por todos, que agora se escondem; que poderá fazer o “Zé” para sair de tão grave situação?

Ao “Zé”, resta-lhe uma consolação. À direita, continua a apostar-se na manutenção do “Zé”, de todos os “Zés” numa venal e egoísta situação deprimente, muito similar à jurássica “eco-chata”. O “Zé” fica verde de indignação, não questiona as mentiras que lhe pregam e que se vê obriogado a pregar, as omissões vindas de cima sobre os factos mais importantes.

Durante as 24 horas do dia, sete dias por semana, enviando mensagens apelativas, o “Zé” pensa poder mudar alguma coisa, mas ninguém lhe liga qualquer importância.

Dizem os “generais de pijama de seda” que o “Zé” jamais tentou impôr-se e ao seu socialismo, pelas armas, mais sim através do voto e sem interrupção…

Em todas as inoportunas mensagens, que enchem as caixas postais dos internautas, aqueles “generais de pijama de seda” deixam transparecer que vivem ainda na época da guerra fria e que a famigerada transformação social do mundo se mantém em vigor. Perderam a bondade histórica e, mais que isso, o sentido do ridículo, pois sempre defenderam e continuam afazê-lo, numa democracia sem o povo. Preferem, os tais “generais”,o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo.

Quando o “Zé” trocou o cheiro do povo pelo perfume dos e das “dondocas”, passou a “criminalizar” os movimentos sociais, a defender os golpismos de cima emanados, pretendeu fazer cessar as disputas pelo bem-estar geral, depois de difundir desbragadas mentiras e caluniar aqueles que pudessem fazer-lhe sombra, tentando passar-se para a direita do “pai” e bater às portas dos quartéis para explicar o que motivou o golpe militar de Abril de 1974, uma simples ficha em relação ao que hoje acontece, quando assume a defesa do imperialismo capitalista.

Fazendo coro com o grande patronato conservador, que queria ainda mais, venal e golpista, o “Zé” não consegue esconder a sua adesão à “canalha” neo-liberlista. Repete vezes sem conta que vem aí a “coisa má”, verdadeiro cadáver político insepulto.

«A democracia está ameaçada!», dizem alguns, sendo necessário, para a salvar, meia dúzia de intelectuais autoritários, que não percebem nada do que dizem e fazem.

Diz-se também que o “Zé” pirou de vez. O desespero é tanto que o levou a prometer o que sempre combateu: salário mínimo intocável e de 600 euros, um reajusta de 10% aos reformados e o 15º mês aos beneficiários de abonos familiares.

Por tudo isto e muito mais é que o “Zé” vai entrar para a história pelo contentor do lixo. Triste fim!

Graça e paz para todos


Penso que podemos manter boas relações e bons diálogos entre todos. Somos um país de brandos costumes e, sinceramente, fico muito sensibilizado quando alguém tenta desconsiderar a argumentação, acusando alguém de força de choque deste ou daquele partido…

Queiramos ou não, todos somos partidários de ideias e de ideais. Queiramos ou não, todos temos e fazemos as nossas escolhas e tomamos as nossas posições políticas. Mesmo na divergência,, podemos – e devemos - manter um bom nível de diálogo. Tenho aprendido isso nos «embates» transmitidos pelas televisões nos últimos anos…

Penso que o calor da campanha eleitoral já passou e que o momento, agora, é de discutir, de forma serena, os pertinentes assuntos que nos são diariamente colocados.

Sinceramente, gosto de percorrer o jornal e ler as considerações de diversos quadrantes, deste ou daquele partido entendendo, no entanto, que não preciso de partir para coisas do género força de choque deste ou daquele lado.

Quem as escreve nas redes sociais, deve estar preparado para enfrentar o contraditório, como nas televisões e jornais, tendo o fundamental dever de respeiar todas as argumentações, sejam ou não favoráveis.

Penso ser já demasiado conhecido e ter já dito qual a minha tendência politico-social – a independência absoluta – sem ter necessidade alguma de me repetir, e tenho participado nalguns processos políticos desde há muitos anos.

Vi companheiros perecerem na luta, sem jamais duvidar dos seus princípios e dos seus valores.
Estou satisfeito com o meu país? Claro que não. Quem poderá estar?

Estou satisfeito com a agenda do aumento dos juros, aumento da dívida pública, aperto fiscal e salarial? Claro que não!

Claro que não, e penso que o actual governo perece ser um governo de medrosos, quando se sabe que a inflação de um dígito é aceitável, sabendo que a pressão nos produtos alimentares continuará forte em todo o mundo.

Mas também não compreendo a razão porque o líder deste governo acata e obedece às «ordens» da chanceler alemã, que ultrapassa, sob a forma de convite, todas as instâncias europeias, sedeadas em Bruxelas.

Os economistas sabem que o mundo precisa de aumentar a produção alimentar em cerca de 40%, urgentemente, principalmente para fazer frente à demanda global, tendo em vista os eventos, extremos do clima, que podem reduzir a oferta drasticamente.

E, por fim, a despeito da situação, não podemos negar que Portugal está em processo de transformação. Melhor ainda: em processo de perda de soberania no mundo, na sua geopolítica.

Certamente, alguns dos meus sonhos de jovem foram realizados, mas a luta deve continuar sem tréguas, por um país sempre melhor para todos, não apenas para alguns.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os males da nossa justiça


A caótica e miserável situação já provocou vários protestos e algumas greves de funcionários nos últimos anos. Como no Inferno de Dante, na entrada da pomposa “Cidade da Justiça”, deveria instalar-se um letreiro que dissesse:

«Justificável, quando passes esta porta, abandona toda a esperança». A justiça no nosso país não deveria ser representada por uma formosa dama, por mais que tenha os olhos vendados, ataviada com uma túnica branca, mas por farrapos, vesga e mendigando com os olhos semicerrados pelas remelas.

Desde que terminou a ditadura anseio por saber como a Administração da Justiça recebe os investimentos de que precisa: milhares de juízes, de fiscais, secretários, oficiais, forenses e psicólogos e assistentes sociais, com uma polícia judiciária preparada, que disponham de gabinetes adequados.

Ano após ano, adia-se a verdadeira inovação, restando-lhe uma injustificável desculpa e os mínimos pressupostos.

Para estabelecer um termo de comparação, que apoie o que critico, vejamos que a Alemanha, que tem oitenta milhões de habitantes, dispõe de 50 mil juízes, com os correspondentes auxiliares e gabinetes. Seria lógico, pois, que em Portugal, com um oitavo da população daquele país, tivesse sete a oito mil. Parece que temos menos em todas as instâncias: civis, penais, conteciosos, laborais, menores (pedofilia incluída), violência doméstica, audiências provinciais, tribunais superiores. Supremo e Constitucional.

A tal patética carência, temos de somar umas leis procedimentais, herdadas do direito romano, às quais se fizeram vários remendos – não muitos – que enredam os expedientes até os converter no labirinto do Minotauro.

Apesar da muita propaganda com que nos obsequiam diariamente as campanhas dos governos – central, local e autónomos – com a difusão de novas tecnologias, na justiça continuam a utilizar os centenários métodos de comunicação: citações entreues em mão por agentes que viajam de autocarro ou de motorizada, escritas em papel e enviadas pelo correio a outras povoações, por mais próximas ou distantes que se encontrem; comissões rogatórias a países estrangeiros que devem chegar primeiro aos Assuntos Externos.

O fax e o telefone devem ser legitimados pelo sagrado papel, e o correio electrónico não entrou na linguagem jurídica.

Está visto que o poder legislativo está demasiado ocupado, talvez com as portagens das SCUT, para acometer seriamente a reforma das leis e que os nossos legisladores – lagislatura após legislatura – sentem pânico de mudar o procedimento criminal escrito e secreto – às vezes, secretismo – pelo público e oral que rege nos países anglo-saxónicos, o que permite a proliferação de sumários escondidos á opinião pública que acompanham a corrupção de todo o tipo. E que, quanto aos assuntos civis, tramitados durante intermináveis anos, os nossos governantes e deputados não sabem como sair-se dos complicados e arcaicos processos.

É preciso negar rotundamente que a doença da justiça se cura com dinheiro, porque isso é querer esconder com um véu o vulcão em actividade que, tarde ou cedo voltará a entrar em erupção.

terça-feira, 8 de março de 2011

O tempo…



«O futuro tortura-nos e o passado acorrenta-nos. Eis porque o presente nos foge…», disse Gustave Flaubert.

«Fugiti irreparabile tempus». Esta frase, dita por Virgílio nas Geórgicas, ao terminar uma digressão, é muitas vezes usada para lembrar que «o tempo voa».

Sem perder mais tempo, o governo, através do ministro das Finanças, enviou uma carta, possivelmente por correio expresso, a proibir actualizações salariais que chegaram às administrações de empresas públicas na quinta-feira. No entanto, haverrá excepções, talvez respeitantes a amigos…

Ao aumentar 1,25% em 2010 as pensões de acidentados de trabalho, fica bem demonstrado o desprezo a que são votadas as pessoas atingidas.

O ministro das Finanças, no que diz respeito às excepções, os tais “casos excepcionais”, em que a análise será casuística (?) e tendo em conta a situação específica da empresa e o seu funcionamento face a concorrentes, consegue matar dois coelhos duma só cajadada: dividir ainda mais os trabalhadores e provocar mais fracturas sociais, o que leva afalar sobre um dia de trabalho.

Ao amanhecer, no espreguiçar habitual, a aurora abraça o sol (que não é igual para todos), acordando homens e mulheres para mais uma jornada de trabalho, porque é preciso alimentar as bocas que se abrem famintas e por vezes se fecham do mesmo modo.

Todos correm como formigas, na diversidade das suas diferenças, erguedo ferramentas e, no auge da sua responsabilidade, no uso da função que a luta, seja caneta, bisturi, enxada ou que instrumento for, coisa que não importa, todos trabalham por igual, dignificando o tempo, marchando ao encontro da prosperidade para o amanhã, a recompensa do seu trabalho. E aqueles que ainda compreendem, consideram abençoadas as mãos do trabalhador.

Todos os trabalhadores fazem uma declaração de vida na sua relação neste grande baile de máscaras em que se tornou Portugal. Vivem fantasias de personagens fantásticas, que aos poucos vão caindo e fazem com que nos mostremos despidos de crueldades, por vezes reféns dos medos. Não temos a interferência do olhar nem do toque físico, uma vez que as relaçoes protegidas pelo distanciamento magistralmente demonstrado pelas profundas decisões dos governantes.

A sedução é a principal arma de aproximação, que dura apenas uma campanha. A população laboral procura valorizar-se, aumentar os conhecimentos, porque pensa que a meta é o conhecimento pelo seu trabalho diário. Pensa que lhe disponibilizam oportunidades para suprir às suas necessidades. E aí, entra a paixão… um estado alterado de consciência em que se encontram as energias, uma fantasia. Porque a população laboral se apaixona pelo sentimento, pela felicidade e pelos sonhos. Na paixão, não vê os defeitos, mas apenas o estado de graça e o prazer…

E, enquanto os ministros se apaixonam por eles mesmos, pela sua capacidade de seduzir e nos envolver, apesar dos recursos adquiridos e usados para nos conhecerem melhor, usam e abusam porque, para eles, o que conta é a aparência, a posição sócio-económica e cultural A sua imaginação transforma a vida da população, uma miserável forma de vida e mostra-nos um caminho para que percamos o Ego e mostremos apenas o que querem que mostremos ou sejamos.

Termino com a frase incial: «O futuro tortura-nos e o passado acorrenta-nos. Eis porque o presente nos foge…»

segunda-feira, 7 de março de 2011

O regabofe continua…


Nunca defendi a criação dos hospitais EPE e, pelos vistos tinha razão, embora me não fosse então concedida pelos que sabem tudo o que é melhor para Portugal e seu povo…

Continuam a usar a abusar dos subterfúgios considerados legais, mas que atentam contra a moralidade pública.

Quando se fazem as leis, pensa-se em tudo menos no interesse do país; apenas no de grupos corporativos, como acontece com a classe médica hospitalar, salvo as devidas excepções, como é evidente.

Vejam-se os Artigos 14º e 17º do Decreto-lei 233/05.

Médicos que meteram licença sem vencimento ficam no mesmo lugar ganhando o dobro, ou quase, o que, no actual contexto é demasiado agressivo para os restantes trabalhadores e não só.

A Senhora Ministra deveria pensar várias vezes antes de tomar a atitude agora tomada, e o ministro das Finanças devria, como fez em relação aos restantes trabalhadores, saber fechar os cordões à bolsa, ou então abri-la a todos e que cada um retirasse dela uma parte, para que pudesse haver, pelo menos, uma simulação de igualdade de direitos.

Não aconselho ninguém a que cada um dos que, no activo, sofrem cortes no salário, a exemplo daquele juíz a quem diminuiram ao seu salário e ele, por sua vez, diminuiu ao horário de trabalho, alegando que se cortam no vencimento tem todo o direito de cortar no seu horário de trabalho.

É evidente que um hospital não pode funcionar sem médicos, mas também não pode funcionar sem enfermeiros ou administrativos, ou auxiliares… todas as peças fazem parte da engrenagem hospitalar e, quando uma quebra ou avaria, tem de ser substituída para que os doentes não sofram as consequências.

Também não apelo aos «João Semana» que não há, tão-pouco ao juramento de Hipócrates, que mais parece uma lenga-lenga hipócrita proferida como «praxe» quando recebem o diploma.

Mas, se um governante ou todo o governo pretende credibilidade, deve tratar os funcionários, os cidadãos de igual modo e não fazer ou causar cisões que afectam o ambiente intramuros hospitalares ou mesmo na sociedade.

Não se trata apenas duma “legalidade” bizarra e fabricada na AR. Trata-se, sim, duma grande “imoralidade”, para não falar de fraude com os dinheiros públicos, como afirma um dirigente da Fnam.

A recusa de reacção a semelhante medida por parte do Ministério da Saúde, é bem ilucidativa de que a «crise» é um facto real, mas apenas para os portugueses de terceira categoria, que devem pagar para que os de primeira nela se mantenham ad eternum. É realmente mais uma imoralidade a que assistimos neste país mais que à deriva.

AH!, no jornal do dia seguinte, a ministra apela à moderação após ter incendiado o rastilho.
Pobre Portugal.

domingo, 6 de março de 2011

Quanto custa a poligamia em França




Será que há disto em Portugal???

(Enviado por um Amigo)

O passarinho e as aves…



Tanto controlo do Ministério Público, já completamente liberto do labéu de engavetador, tendo tido a liberdade para exercer as suas próprias atribuições legais com desenvoltura nunca antes vista em governos passados…

E a corrupção mantém-se no país… Corruptores e corruptos continuam a passear-se pelos corredores dos palácios e dos órgãos públicos, por vezes munidos dum «habeas corpus» preventivo…

A gravidade da cronicidade dessa desgraça secular, só se reduzirão a níveis toleráveis quando, além do poder executivo, o legislativo e o judiciário se virem livres da maioria dos indivíduos que não respeitam os limites legais estabelecidos para os seus cargos.

Entretanto, para que tudo isso possa acontecer e perdurar, é condição “sine qua non” que a sociedade, em peso, se livre dos vícios do passado, como a passividade, a omissão, o preconceito, “o jeitinho”, etc, etc!

Por outro lado, a prática do voto correcto nas eleições é fundamental para expurgar os corruptos do poder legislativo. Votar num corrupto e depois reclamar contra a corrupção existente, ou é masoquismo ou vandalismo político; de qualquer modo, esse procedimento representa apoio à corrupção e desgraça da Nação.

Isto faz-me lembrar aquela história sobre uma menina que gostava muito dum passarinho que, todas as manhãs ia cantar num ramo duma árvore próximo da janela do seu quarto, acordando-a. Levantava-se imediatamente, abria a janela e o passarinho voava até pousar na sua mãozinha estendida e falava-lhe, porque era um passarinho encantado, como encantadas são muitas das aves na capital…

Mas, chegava o momento em que o passarinho dizia: “Tenho que ir embora!” E a menina chorava, porque gostava muito dele e não queria que partisse e a deixasse entregue a pensamentos e a uma vida de pobreza infinda.

Com o tempo a passar e a menina a crescer, o passarinho foi perdendo as cores, o brilho, a alegria e nem tinha mais histórias para contar, até que deixou de aparecer… O passarinho de que aquela menina tanto gostava, tinha deixado de voar livre, acabando por morrer no parapeito da janela do quarto da menina.

Como era mais velha, pensou que se o tivesse colocado numa gaiola, pelo menos o passarinho teria durado mais, uma vez que não andaria ao tempo, sol ou chuva… se calhar apanhou uma gripe A e morreu..?

Ora, os pássaros não gostam de viver engaiolados, nem na mais bela do mundo, porque foram concebidos para alegrarem, com suas cores e cantos, a natureza e os homens que dela fazem parte. Tal como o génio da lâmpada que, após conceder os três desejos se viu livre para sempre da maldição da bruxa má.

Tal como a menina, gostamos dos passarinhos, mas detestamos as aves de repina que tomaram de assalto a capital e nela se instalaram para todo o sempre, como um passaroco que só a abandonou quando a morte o levou.

Gostei muito dos “passarinhos” que em Abril de 74 mostraram como devemos amar a liberdade..!

Mulher Bonita

sábado, 5 de março de 2011

O que é normal


Os seres humanos estão imersos nas suas culturas como os peixes na água. Assim, a avaliação dum comportamento, como normal ou anormal, tem sempre de levar em conta o contexto social e cultural em que ocorre esse comportamento.

Cultura, é uma designação genérica que abrange a sociedade e suas tradições, religião, governo e costumes, tais como as cerimónias, o vestuário, as canções, as danças e os jogos.

Todas as culturas tendem a preservar-se, educando os seus membros nos seus princípios, tradições e crenças, desde a primeira infância.

Antes da linguagem escrita, as tradições eram transmitidas oralmente de geração em geração, pelos sacerdotes, contadores de histórias e pelos trovadores, hoje em grande número…

Aquilo que numa cultura é considerado normal, e, em geral, amplamente apoiado no seu seio, mas actos semelhantes podem, noutras culturas, ser considerados marginais ou condenáveis. A maioria das culturas, por exemplo, aceita como natural matar insectos nocivos, mas a seita indiana dos Jain recusa-se a matar qualquer ser, mesmo um mosquito.

A veneração dum ser divino, as sanções contra formas d morte e o tabu do incesto, parecem existir em todas as culturas – à parte estas, há poucas ou nenhumas leis culturais universais.

Quando dizemos, acerca do comportamento de alguém: “isto não é normal!”, os nossos amigos, provavelmente, condenam. Mas, os nossos amigos partilham naturalmente os mesmos padrões culturais. A flexibilidade individual que nos é permitida nalguns aspectos, como o sexo, a idade e a posição social, torna difícil o estebelecimento de distinções absolutas entre o comportamento normal e anormal.
Em face disti, percebe-se por que razão os especialistas se munem de todas as precauções ao examinarem o comportamento humano. Efectivamente, um diagnóstico errado pode originar discriminação social e o tratamento inadequado da pessoa mal diagnosticada.

Sobre a religião, o antropólogo anglo-polaco, Bronislaw Malinowski, escreveu: «A religião confere ao homem a esperança da imortalidade e os meios rituais para a atingir; revela-lhe a existência de Deus ou da providência e diz-lhe como estabelecer a comunhão com Ele; afirma o sentido do mundo e o objectivo da vida, e, através dos sacramentos, permite ao homem obter uma vida mais plena. A religião dá ao homem o domínio sobre o seu destino, tal como a ciência lhe dá o domínio sobre as formas da natureza.»
Ora, o ser humano é uma criatura que se preocupa. E neste momento tem, realmente, muito com que se preocupar. Porque a vida, já não é bela. Por vezes é mesmo um martírio. O que não é normal sê-lo só para alguns. A maioria.

VERGONHA NACIONAL



E DEPOIS PEDEM-NOS PARA APERTAR O CINTO E REDUZIR OS ORDENADOS, MAS AS REGALIAS DELES CONTINUAM NA MESMA...!


PORTUGAL É UM PAíS POBRE? DEPOIS DE VER ISTO, NÃO ACREDITO NISSO !!!
"As pessoas precisam de entender que estão a ser burladas.
O País não pode continuar a ser dirigido por trafulhas..."

(Dr. Medina Carreira)----- Será que este gajo tem razão ?...


(Pensem meus senhores. Pensem. Não se deixem voltar a enganar. Já lá estão - no poleiro - há 35 anos e acusam-se uns aos outros. Passam a vida a enganar este pobre povo, burro de carga...)

TUDO BEM COM O SENHOR?

O passar da esponja…



Da importância da matiz escreveu-se muito e conversou-se demais. Sabemos que as ideias, os conceitos… não são brancos nem pretos, mas que se movem na ampla gama dos cinzentos.

Daí que, por exemplo, no social e na solidariedade, as grandes decepções tenham por causa os sentimentos furta-cores, como deixou escrito Paul Berget, que de mudanças na sua trajectória teve bastantes e profundas. E se interiorizarmos isso na nossa vida, aprendendo-o à custa de frustrações, por que razão estranhamos quando se trata de abordar opiniões ou determinadas atitudes públicas?

Se contestarmos, devido à segurança das nossas convicções, alguém nos lembrará que são tão volúveis como adaptáveis ao decorrer do tempo, ou que, por não serem legítimas, são certeiras.

Se nos refugiarmos na liberdade individual, replicar-nos-ão que tudo pode acabar ali, onde começa a do contrário, a quem devemos respeito. E se nos amparamos na tradição “familiar”, podem espetar-nos que nem tudo o que reluz é ouro e que devemos humilhar-nos a pedir para podermos trabalhar em função dos mais pobres e doentes.

Assim as coisas, no fim, podemos deduzir que o grotesco traço da ditadura é grosso e que o modo como nos expressamos, em nome colectivo, não nos serve de escudo para nos podermos defender fcilmente sem termos que espremer demasiado o cérebro. Para grandes males, grandes remédios. Seja a promoção ou a proibição, seja o independentismo ou o passar da esponja sobre o assunto.

Estamos em Março e dedicamo-nos em especial á “política social” e a discutir os resultados dos nossos pedidos e solicitações. Nos dois âmbitos, a polémica teve um tom de maximalismo, mais que de cores, de paleta e de pincel. E, os defensores e detractores de ambos os debates escudaram-se no parapeito das suas posições irredutíveis, mais que na ductilidade de entender que as opiniões contrárias albergam um ponto de razão, porque a verdade que nos fará livres, está na súmula das crenças. Acontece, não obstante, que buscamos um espaço onde possamos trabalhar em prol dos mais desfavorecidos que até hoje nos tem sido recusado, mesmo sabendo quão úteis podemos ser a essa camada social.

E, assim, por prática ou por entusiasmo, por facilidade ou por despeito, por busca do desprezo, vamos dluindo as matizes existentes até deixarmos a frente despejada do que melhor a ampara: a gradação; pela degradação pessoal e familiar. Aqueles que querem ver o copo do seccionismo meio cheio, não admitem nenhum, sendo-lhes reconhecida cobardia no lugar da coragem no êxito das suas façanhas, e nem nos permitimos discutir a sua leitura posterior de extrapolação dum caminho mais entusiasta que provável.

Aqueles que, sem qualquer direito estão pela abolição de certas instituições de cariz social, radicalizam as suas “razões” sem aceitar as dos que defendem e lutam, de modo desigual, entre o querer e o poder. E, nesta espiral, movemo-nos até desenharmos uma imagem de intolerância que, em defesa da liberdade e dos direitos dos mais débeis e pobres, desamparam os que reclamam nesse sentido.

(Enviado por um Amigo)

sexta-feira, 4 de março de 2011

triCicLO



ORA AÍ ESTÁ UMA BELÍSSIMA IDEIA!... ÉPÓÓÓMEMINOEPÁÁÁMENINAAA

sim, a ideia... mas há um senão !... na minha opinião a criança deve viajar sempre atrás...
mesmo numa bicileta !...

principalmente numa bicicleta conduzida por...

lélio

Greve e cortes salariais


Uniram-se as duas Centrais Sindicais após 22 anos de separação. A situação no país assim o exigia, e os sindicatos souberam responder à chamada contra a precariedade laboral, aos cortes salariais, aos aumentos de impostos, à colocação de portagens nas SCUT e perda de regalias sociais.

Todavia, a dupla que às escâncaras hoje governa o país, com o benepláctito do presidente da República, acabou de aprovar, com a abstenção de um deles, que a Caixa geral de Depósitos escapasse aos cortes salariais porque têm medo da fuga dos quadros que a gerem. Ou seja, o governo preferiu ceder à chantagem sobre ele feita, negando uma vez mais a igualdade entre os portugueses. Começa a ser um mau hábito que abre maus precedentes e cria mau ambiente.

Os portugueses cumpriram um dia de greve sem saberem, ou só muito superficialmente, o que se passa em relação aos tais quadros – ao que parece insubstituíveis – da CGD e, muito possivelmente da TAP, RTP, CTT e CP (…) que, segundo se vai ouvindo por aí caminham a passos largos para a privatização, pelo que estas últimas poderão não ser abrangidas pelo acordo bilateral. Talvez apenas a CGD, como Banco do Estado e não privatizável, embora apetecido e apetecível, pelo menos para já.

Que vivemos num país onde se privilegiam os tachos para os amigos e familiares, não é, pois, de admirar que o ministro das Finanças se tenha preocupado tanto com a manutenção de mais alguns que são, no fundo, os causadores da crise económica que nos mandou para a beira do abismo.

Devido a essas formas de pensar e agir, em que alguns “são insubstituíveis”, é que há demasiado desemprego verificado nas consideradas camadas menos especializadas, causado pelos ideais tecnocráticos que nos estão a conduzir, de forma inexorável, à bancarrota, porque se fazem pagar principescamente, enquanto o povo trabalhador tem de viver com salários baixos, alguns miseráveis e que os jovens licenciados sem cartão do partido militam também nas hostes do desemprego.

Como se ainda não houvesse provas de discriminação, elas aqui estariam, estão nesta atitude dum governo em agonia que sempre – e ainda o faz – se afirmou socialista (talvez da horta) e que, sempre que surge uma oportunidade demonstra militar num mundo à parte, transformando Portugal numa república babaneira e do faz-de-conta.

O líder do actual parceiro do governo havia dito que não admitiria qualquer alteração ao OE, mas absteve-se, permitindo às empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público «com as adaptações justificadas pela sua natureza empresarial».

Temos um governo que sabe zelar pelos altos interesses – de quem? – nacionais, mas que não sabe olhar para todos os portugueses do mesmo modo, causando fortes discrepâncias e assimetrias, originando cada vez mais diferenças entre as classes trabalhadoras e o mundo do capital (político).
Quando foram anunciados os cortes salariais, que dizem ser inconstitucionais, e não foi nomeado um governo de salvação nacional que englobasse todos os partidos com assento parlamentar, ficamos a saber que se preparava uma nova espécie de AD, também ela inconstitucional e atentatória aos direitos dos cidadãos, uma vez que toda e qualquer aliança partidária deve ser operada antecipadamente e sujeita ao sufrágio universal.

Esta deve-se ao trabalho do presidente da república e seus tabus, que preferiu assim, uma vez que se aproximava a data de anunciar a sua recandidatura às eleições de Janeiro do próximo ano. Entretanto, a maioria dos portugueses que se alimente de ar e vento, mas que não deixe de pagar imposto sobre imposto e com o salário reduzido, e qualqer dia ainda veremos aqueles ar e vento serem taxados, pois deles se alimenta uma boa parte dos cidadãos nacionais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preço dos alimentos bate novo recorde em Fevereiro


Os preços mundiais dos alimentos atingiram um novo recorde em Fevereiro pelo oitavo mês consecutivo, segundo o índice de preços da FAO, a organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, apresentado quinta-feira.

Os preços dos produtos alimentares aumentaram 2,2% no mês de Fevereiro relativamente a Janeiro, atingindo os 236 pontos no índice estabelecido pela FAO.
"É o nível mais elevado desde que a FAO começou a elaborar este índice", disse a organização, em comunicado. À excepção do açúcar, todos os produtos ficaram mais caros em Fevereiro. Uma subida sentida "especialmente os produtos lácteos e os cereais", acrescenta aquela organização.
Um especialista da FAO nesta área, Abdolreza Abbassian, diz que a tendência de subida não vai inverter-se tão cedo.

"Até ao verão deverão permanecer neste nível. Podem ir um pouco abaixo ou um pouco acima mas, a nossa previsão, é que não haja nenhuma correcção substancial", disse hoje à agência Lusa o responsável da Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).


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(Jornal de Notícias – 2/03/2011)

Merkel garante: Portugal não precisa de ajuda externa


Reunião em Berlim correu de feição a Sócrates. Conversa com chanceler continua ao jantar

Angela Merkel disse esta quarta-feira que as «reformas portuguesas vão no bom sentido» e garantiu que Portugal não precisa de ajuda externa.
A chanceler alemã falou aos jornalistas, após um encontro de 43 minutos com José Sócrates, e elogiou as «medidas corajosas» que Portugal tem tomado nos últimos meses.
Depois de uma chegada com contornos inesperados, na qual os jornalistas foram impedidos de filmar o momento que antecede o encontro, Angela Merkel terminou a conferência conjunta deixando a ideia de que apoia Portugal, mas foi omissa sobre o Fundo de Estabilização Financeira.
Para a chanceler Merkel, «Portugal e Espanha estão a fazer o que é correcto». Quanto às taxas de juro, estas «expressam a confiança dos mercados nos países» e acrescentou que «quando houver mais confiança em Portugal, certamente que irão descer».
A líder alemã escusou-se a intervir para baixar as taxas de juro que Portugal tem pago no acesso ao financiamento internacional: «Quando houver mais confiança em Portugal, certamente irão descer, mas isso não se pode fazer de forma artificial».Ao lado da chanceler, o primeiro-ministro aproveitou para salientar, nesta conferência de imprensa, que o resultado das contas públicas, relativas a Fevereiro, é «histórico» e garantiu que Portugal «tem condições para resolver os seus problemas sozinho».Nessa altura, e não sendo sequer dirigida a pergunta à chanceler, Angela Merkel optou por responder aos jornalistas garantindo que «nunca disse que Portugal precisava de ajuda externa».
Na reunião, da qual se conhecem ainda poucos contornos, estiveram dois temas fundamentais, que voltaram a estar em cima da mesa na cimeira do próximo dia 11 e na reunião extraordinária de líderes europeus que decorre nos dias 24 e 25 deste mês.
A situação económica de Portugal e o futuro do fundo de resgate da União Europeia estiveram em discussão, enquanto o primeiro-ministro continua a insistir na flexibilização do fundo. Mas a responsável alemã escusou-se a responder à questão sobre se uma flexibilização das regras do fundo de resgate europeu pode passar pela descida das taxas de juro cobradas aos países que a ele acedem.
Certo, certo é que Lisboa e Berlim têm «a vontade comum de fazer tudo para manter a estabilidade do euro», como garantiu Angela Merkel.«Portugal não é subserviente»Questionado sobre se a publicação dos dados da execução orçamental em tempo recorde, e através de um jornal nacional, podia ser encarada como uma subserviência à Alemanha, José Sócrates rejeitou o argumento: «Portugal tem oito séculos de história e não é subserviente com ninguém, a não ser com o seu povo».
Esta reunião foi acompanhada, ao minuto, pelo correspondente da TVI, Pedro Moreira, que relatou tudo o que se passou nos bastidores deste encontro.Veja aqui a reacção da oposição à reunião entre Sócrates e Merkel.

(Agência Financeira-Diário IOL – 2/03/2011)

Comboios



(só oitocentos kilómetros (800) abatidos por cavaco) (e ainda nem começou a vingar-se !)

Lucidez Pedagógica _ Luís Antas


Comboios (?)


Àqueles que apreciam os não mentirosos e os que têm boa memória (excepto para algumas minudências de escrituras e acções BPN)..., para que possamos agradecer-lhe o desenvolvimento que engendraram para este país!


não estás só Luís
lélio m p o

terça-feira, 1 de março de 2011

Extreem

descompressãooooooooooooouuuuuuu...........lo máximo!!! (xxxiiiiiii !!!!!!)



sem palavras ?!! _ Ingeniosa


El puenting es una cosa de niños, al lado de esto...¿verdad?

Ingeniosa

l.

AAALERTAAAAAAA !!!!!!! >>>>>>>IMPORTANTE: IRS 2011!!!



O NIF NAO É ESCRITO POR NÓS EM CASA ...

O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alteraçoes
significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas
com saúde, educaçao, formaçao, com lares, etc., vem acrescentar o n? 6
ao Art? 78? do CIRS, cuja alínea b) tem a seguinte redacçao, relativa
às condiçoes para serem aceites deduçoes à colecta:



alinea b) Mediante a identificaçao, em factura emitida nos termos legais, do
sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos
em que envolvam despesa.



Nota: Para que se saiba que a partir de 1 de
Janeiro de 2011 tem de pedir as facturas ou recibos para os tipos de
despesas atrás mencionadas em nome e com o numero de contribuinte da
pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito
passivo ou membro do agregado familiar, (descendentes ou ascendentes).
Assim, quem tem filhos, mesmo os recém nascidos, deverá de imediato
requerer o seu numero de contribuinte para que possa deduzir as
despesas com ele incorridas, já que as facturas tem de vir em seu nome
e com o respectivo NIF. Na declaraçao de rendimentos anual é também
obrigatório o NIF de cada membro do agregado.

Rematando, nao podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos,
educaçao, etc., com o nome do destinatário e o NIF em branco, para
posterior colocaçao destes dados. Tem que fazer parte do preenchimento
correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque
serao objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalizaçao da
DGCI.

Como já estamos quase no final de Janeiro, e nao sendo um tema que
seja muito publicitado, e perceptível pela maioria das pessoas, é
muito importante que passemos a mensagem para evitar situaçoes
desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas
na altura da apresentaçao da declaraçao de rendimentos em Março de
2012.

Jorge Campos Macedo

Lélio m p o

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Objet : La Santé


à lire attentivement :

On en savait une partie mais avec moins de détails selon les sources. Maintenant il semble que les infos se recoupent, se complètent, et s'officialisent, du moins pré-électoralement.A chacun sa ou ses vérités, cependant il est du devoir de chacun de partager le pain du savoir et de s'en nourrir selon sa faim et son besoin... de l' affaire Beurk-Bettencourt aux récentes révélations du livre de Martin Hirsch.


Mais les journalistes oublient aussi d'autres évidences.... Alors que le déficit prévisionnel de la Sécurité Sociale a été annoncé cette semaine et qu'une diminution des remboursements est dores et déjà au programme, il est temps de se pencher sur le secteur de la santé, de comprendre> son fonctionnement, et surtout d'en connaitre les acteurs.
Le Pôle Emploi, né de la fusion de l'ANPE et de l'ASSEDIC sur une idée de Nicolas Sarkozy, compte 50.000 employés. La Sécurité Sociale, comprenant l'Assurance Maladie, l'Assurance Vieillesse et les URSSAF compte 120.000 employés. Ces deux organismes ont été concernés par une réforme récente concernant les "complémentaires santé". Ainsi, depuis le 1er janvier 2009, 170.000 employés ont été contraints de résilier leurs contrats avec leurs mutuelles pour adhérer à une "mutuelle employeur obligatoire;"

Ceux qui ont des enfants ont également été obligés d' inscrire ces derniers sur le nouveau contrat (sauf s'ils étaient déjà ayant-droits sur le compte du conjoint via une mutuelle employeur obligatoire). On peut appeler ça du passage en force. c'est une conséquence de la loi Fillon de 2003.
Ce qui est encore plus étonnant, c'est de constater que c'est le même organisme qui a remporté les deux marchés Je ne connais pas les modalités des appels d' offres mais je m'étonne de voir que c'est le groupe Malakoff-Médèric qui a raflé la mise, obtenant d'un coup d'un seul, 170.000 adhérents supplémentaires, sans compter les ayant-droits. Ajoutez à cela les 800.000 salariés CHR (café-hôtellerie-restauration) qui entreront dans le dispositif en janvier 2011? c'est encore Malakoff Médéric qui a emporté le marché.

Revenons sur l'histoire de cette compagnie d' assurance et de prévoyance pour comprendre un peu mieux les enjeux. Pour vous donner une idée du poids de Malakoff-Médéric sur le marché français, c'est le n°1 des groupes paritaires de protection sociale, n°2 de la retraite complémentaire et n°3 en santé collective (classement Argus de l'Assurance). Le groupe est né de la fusion de Malakoff et Médéric (d' ou son nom) le 30 juin 2008, soit 6 mois avant la mise en place du dispositif "mutuelle obligatoire employeur" pour la Sécurité Sociale et le Pôle Emploi.
Ainsi, dès le 1er Juillet, le président de Médéric cède sa place pour laisser seul aux commandes du groupe, le président de Malakoff : un certain Guillaume Sarkozy. Ce dernier est loin d'être un inconnu : au Medef de 2000 Ã 2006, il a aussi été le vice-président de la CNAM de 2004 Ã 2005.
Guillaume Sarkozy, comme son nom l' indique, est le frère de Nicolas.
Puisque j'évoque la fratrie Sarkozy, intéressons-nous maintenant au troisième larron : François Sarkozy.Pédiatre de formation, François a abandonné la pratique de la médecine pour se consacrer à l' industriepharmaceutique (principalement orientée vers la gériatrie) depuis 2001. Ainsi, il siège au conseil de surveillance de Bio Alliance Pharma et est devenu le président d'AEC Partners dont une des missions est le conseil aux fonds d' investissement.
Par ailleurs, François Sarkozy a également lancé une chaîne de télévision spécialisée dans la santé sur internet financée par le laboratoire Sanofi. Ajoutons à cela ses relations avec le groupe Paris Biotech Santé, l' un des protagonistes de l' affaire de l'Arche de Zoé, et on l' aura compris, l' homme a tissé sa toile : il fait partie aujourd'hui des puissants lobbyistes de l'industrie pharmaceutique. d' ailleurs le grand plan Alzheimer lancé par le gouvernement est un joli cadeau de quelques centaines de millions d' euros, une aubaine pour le secteur dont il défend les intérêts.

A venir, le plan "Dépendance des Seniors" annoncé dans la "feuille de route" du providentiel Nicolas sitôt le dernier "remaniement" ministèriel pour être mis en place avant les prochaines élections présidentielles.....

Trois frères :- l' un en charge de l' exécutif, notre Président,- l'un à la tête d'un des plus gros groupes d' assurance santé ,- le dernier qui sert les intérêts des laboratoires pharmaceutiques.
Si ça ne s' appelle pas un conflit d' intérêts, je me demande ce que c'est? Pourtant les médias en parlent peu et préfèrent s'étendre sur les amis milliardaires de Nicolas Sarkozy. On peut légitimement nourrir des inquiétudes sur l' avenir de notre système de santé. Les réformes engagées depuis 2004 ne font que confirmer sa détérioration et l' on peut prédire son démantèlement d' ici quelques années. Tout dépendra sans doute de 2012...
Après cela, étonnons-nous de l' acharnement de Nicolas à réformer le financement des retraites (qui à terme va fatalement s' orienter vers un système par capitalisation, pactole pour les groupes d'assurances) et de sa "bienveillance" vis-à-vis de sa ministre Roselyne lorsqu'elle fait prospérer les grands laboratoires pharmaceutiques en leur achetant à -tout-va des millions de vaccins ... inutiles mais financièrement juteux !....

"Rassurons-nous", notre Président SARKO n'est pas près de démissionner !!!!!
Ca ressemble un peu à la Tunisie ici...A faire circuler AVEC empressement et SANS modération, pour la bonne information des citoyens
(Enviado por um Amigo)

O mal deste século


“Digam o que disserem, o mal deste século é a solidão”, disse alguém e, pretensiosamente, digo que assino por baixo sem qualquer dúvida. Pare-se para ver os sinais que o demonstram diariamente.

“Baladas” recheadas de belas raparigas cada vez mais micro e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, tiveram sucesso profissional e, sozinhos.
Há mulheres a contratar homens para dançar com elas em bailes, os novos “personal dance”. Incrível. E não é só sexo, não! Se fosse, resolvia-se facilmente. Alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinh sem necessariamente termos que, depois, mostrar performances de atleta olímpico, fazer um jantar para quem se gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados. Essas coisas simples que perdemos nessa marcha duma evolução cega.

Pode-se fazer tudo desde que não se interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não sabermos como voltar a “sentir; só isso!” Algo tão simples que cada dia fica mais distante de nós.

Quem duvidar do que digo, dê uma olhadela ao sítio “Orkut”, o número de comunidades como: «Quero um amor para toda a vida!» «Sou casadoira!», e até a sem esperança, «Nasci para ser sozinha!»
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários no meio duma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, atrasamos o envelhecimento e estamos cada vez mais sós.
Não sou um solteirão infeliz, pelo contrário casado com filhos e netos e, para escrever estas palavras fiz uma pesquisa, e todas elas são verdadeiras. É preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar a verdade de cara destapada.

Todos querem alguém a seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, bera…
Ó gente do meu país! A felicidade chega através do amor! Todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, atabalhoados… e depois?

Sejamos ridículos, mas não frustrados; pegue-se o diabo e saia-se gritando e dizendo brincadeiras descobrindo, mais cedo ou mais tarde, que o tempo de serfeliz é curto e cada momento que passa não volta mais.

Mais, Aquela pessoa que passou hoje por si na rua, talvez não volte a vê-la e, quem sabe se estaria ali a oportunidade dum sorriso a dois?

Quem dise que ser-se velho é ser rezingão? Um ditado tibetano diz que se um problema é demasiado grande, não se pense nele; e se é demasiado pequeno, para quê pensar nele?
Está muito em moda não ter tempo e achar que viver é out, que o vento não pode desmachar o penteado ou que não se pode aventurar a dizer a alguém: “Vamos ter bons momentos, mas também maus.” Mas, se não se ficar com ninguém, de certeza que se vão arrepender para o resto da vida. E como diz o ditado: «Antes idiota que infeliz!»

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Barbárie na Europa


«Assassinam os pobres para comercializar os seus órgãos!»

A sombra do tráfico de órgãos humanos paira sobre o Kosovo e, após investigações trazerem á luz do dia pavorosas histórias, cujas tramas parecem extraídas de filmes de terror e suspense…

Diante da debilidade institucional e da imperante pobreza, o crime organizado toma forma nesse território, onde as leis carecem de implementação, devido à incapacidade das autoridades.
O aparecimento de novas provas, expressas por Sofia Sebastián, investigadora para os Balcãs na fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Social, ocorreu num momento em que ainda ficam por esclarecer denúncias de Carla Del Ponte, ex-fiscal-chefe do Tribunal Penal Internacional para a antiga Jugoslávia (TYP), sobre o tráfico de órgãos depois do conflito entre sérvios e albano-kosovares, em 1999 e 2000.

As acusações de Del Ponte, reflectidas no seu livro «The Hunt: Me and the War Criminals» (A Caça: Eu e os Criminosos de Guerra), ficaram em suspenso, já que nunca aportou evidências concretas, sublinham pesquisadores.

Muitas das imputações, também provenientes de Belgrado, capital da Sérvia, onde se responsabilizava membros do Exército de Libertação do Kosovo (UCK) pelo sequestro de civis neste país, para depois os matar e vender parte dos seus corpos.

O Parlamento do Kosovo declarou em Fevereiro de 2008, de maneira unilateral, a independência do enclave, antiga província sérvia, considerada berço da cultura e religião dessa nação balcânica.
Um negócio horripilante, uma década depois das denúncias e depois da publicação de «A Caça:…», o ex-fiscal suiço e actual parlamentar do Conselho Europeu, Dick Marty, oferece provas reveladoras contra o UCK e suas principais figuras que, actualmente encabeçam o governo kosovar.

O documento elaborado pelo servidor público europeu, numa árdua investigação, qualifica da pavorosos os factos ocorridos em terras balcânicas.

Os prisioneiros eram alimentados razoavelmente bem, e depois, por meio de ditames médicos, eram transportados ao Centro da Albânia e ultimavam-nos com um tiro na cabeça para extrair os seus órgãos e vendê-los no estrangeiro, descreve Marty.

De clínica médica a bazar de horrores, como parte doutra investigação – também por tráfico de órgãos no Kosovo – a Polícia Internacional (Interpol) prendeu, em meados de Janeiro, em Istambul, o médico Jusuf Sonmez (conhecido como Doutor Vampiro e Buitre Doctor), sob uma ordem emitida por um Tribunal de Pristina.

O relatório de Marty sustenta que todos os casos de tráfico de órgãos humanos de pessoas dos arredores do Kosovo, foram organizados, nos últimos anos, pelos mesmos autores, o que põe em evidência os mesmos relacionados com o caso da Clínica Medicus e, sobretudo com a fraca ou nula acção das autoridades duma Europa esfarrapada e na falência política, mas também económica e sobretudo Social.

A pedra e a montanha



A chamada democracia ocidental baseia-se no poder do dinheiro. Não tem princípios, só interesses. Acusa-se Cuba de ser uma ditadura que não respeita os direitos humanos, por não se querer admitir o carácter socialista da sua revolução que, há mais de cinquenta anos resiste a todas as agressões do maior império económico e bélico da história da humanidade.Todavia, enaltece a China.

Fazem vista grossa aos regimes escravizantes, com mão-de-obra barata, onde se fabrica tudo o que, no Ocidente, exigiria pagar salários mais elevados, reduzindo à margem de lucros das empresas. Inúmeros produtos em oferta nas lojas, embora com marcas oriundas do Ocidente, mas “Made in China.”

Para governos como o dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha, o facto de um ditador como Hosni Mubarak ocupar há trinta anos om poder no Egipto, não tem a menor importância, desde que sirva os interesses geopolíticos numa região explosiva. Valeu a Mubarak o que John Foster Dulles dizia do ditador Anastácio Somoza, da Nicarágua: «É um filho da p…, mas é o nosso filho da p…»

De olho no petróleo, os governos ocidentais sempre apoiaram os governos ditadores do mundo árabe. Negócios… negócios, princípios à parte. Que potência europeia cortou relações com uma das tantas ditaduras militares que assolaram a América Latina nas décadas de 60 e 70?

O Ocidente nunca se incomodou com a ausência de eleições periódicas nos países árabes, a opressão das mulheres, a perseguição aos homossexuais, o luxo dos governantes face á miséria das populações. Quantos ditadores africanos engordam os cofres dos bancos europeus?

Agora, os Estados Unidos estão como o rei da história de Hans Christian Andersen: nu, despido da sua arrogância supostamente democrática, da sua prepotência imperial: colocado entre a espada e a parede: se Mubarak foi derrubado, a Casa branca tem de procurar quem o substitua, desprezando o clamor do povo egípcio, que corre o risco de ver o seu país transformar-se, como o Irão, numa nação islâmica, hostil a Israel e às vontades ocidentais.

Conta a Bíblia que o profeta Daniel foi convocado para interpretar um sonho que muito inquietava o rei Nabucodonosor da babilónia. «Era uma grande estátua, alta e muito brilhante. Estava na frente de Sua majestade e tinha uma aparência impressionante. Cabeça de ouro maciço, peito e braços de prata, barriga e coxas de bronze. Pernas de ferro e pés de barro e ferro. Sua Majestade contemplava-a quando, vinda não soube donde, caiu uma pedra sobre os pés da estátua, partindo-os. Em segundos, tudo desmoronou. Ferro, barro, bronze, prata e ouro, ficaram reduzidos a pó, que o vento levou para longe. Depois, a pedra transformou-se numa enorme montanha que cobriu todo o mundo.»

A pedra, no caso do mundo árabe, é a ânsia popular de democracia entendida como justiça social e paz. Que pode pensar o povo iraquiano ao ver o seu país dominado por tropas ocidentais, que os tratam como escória da humanidade? Que pensará o afegão ao ver os aviões ocidentais bombardearem aldeias, matando crianças, mulheres e velhos, sob a desculpa de se tratar dum refúgio talibã?

Esta e muitas outras perguntas repetir-se-ão em Dackar, no Fórum Social Mundial, exigindo respostas urgentes. Porque um outro mundo é, além de prioritário, possível.

Passos diz que PSD prepara "alternativa de governo que não divida o país"


O líder do PSD disse este sábadi, durante a tomada de posse da Comissão Política Distrital de Coimbra, que o PSD se está a preparar para ser uma alternativa consistente de governo e sublinhou: "temos de ser diferentes".
Para Passos Coelho a "alternativa política" tem de ser feita com as pessoas, pois "são as pessoas que nos vão ajudar a mudar", e espezinhar os professores, os magistrados ou os médicos "é meio caminho andado para falhar".

"Nós queremos é resolver os problemas e para isso precisamos das pessoas", disse.
O presidente do PSD quer reunir os melhores, independentemente da filiação partidária, para propor ao país uma nova política. "Tenho a certeza de que vamos estar à altura", afirmou.
"Não é em nome da estabilidade política que se vai pedir ao PSD que esteja calado" disse o líder social democrata.

Passos Coelho criticou o número de empresas públicas, afirmando que "temos agora muito mais empresas públicas para fazer a mesma coisa que antes".

(Jornal de Notícias, 27/02/2011)

Nota: Os portugueses e o país já está mais que dividido… tendo para isso a grande ajuda dos políticos.!!!

Obama: Khadafi tem de deixar poder já


Presidente dos EUA disse a Merkel, ao telefone, que um líder que só se mantém no poder pela violência perdeu a legitimidade

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse este sábado à chanceler alemã, Angela Merkel, que o líder líbio, Muammar Khadafi, deve deixar de imediato o poder.
«O presidente disse que quando a única forma de um líder ficar no poder é através da violência, perdeu a legitimidade e deve fazer o que é melhor para o seu país, partindo agora», refere um comunicado da Casa Branca, sobre esta conversa.

Na nota, é salientado que tanto Obama como Merkel reafirmaram o apoio ao povo líbio, defendendo que o governo do actual regime «deve ser responsabilizado».
Durante a conversa que mantiveram, os dois líderes discutiram formas da comunidade internacional pressionar Muammar Khadafi.

«O presidente acolheu com agrado os esforços dos nossos aliados e parceiros, incluindo Nações Unidas e União Europeia, para desenvolver e implementar fortes medidas», indica o comunicado.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se pelo segundo dia para tentar impor sanções ao regime líbio de Muammar Khadafi de forma a travar a sangrenta repressão dos protestos populares no país.
Portugal, membro não permanente do Conselho de Segurança, vai patrocinar a resolução que decretará sanções a elementos ligados ao regime de Muammar Khadafi e um embargo de armas à Líbia, disse à Lusa fonte da missão portuguesa na ONU.

(Diário.IOL – Internacional – 26/02/2011)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

AVISO DA PSP COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO



Cuidado com os ucranianos (?) que estão nos sinais em Braga, Porto, Coimbra, Lisboa - Máfias de Leste. Há dias 10 indivíduos deram um concerto de Musica sinfónica em apoio aos emigrantes de leste no teatro Gil Vicente em Coimbra.

Depois de se apagarem as luzes para se dar inicio ao concerto, um deles sacou de uma metralhadora, enquanto os outros faziam a colecta dos bens e dinheiro transportado pelos espectadores.

Acabado o trabalho, fugiram pelos bastidores.

Alertadas as autoridades, qual não foi o espanto ao saber-se que este grupo tem dado concertos semelhantes noutras cidades de província com o mesmo resultado. Aconteceu na semana passada na Av. Marechal Gomes da Costa no Porto em plena luz do dia. Seriam umas 15:30. Um sujeito ao parar nos semáforos foi abordado por um indivíduo de Leste, daqueles que costumam andar a tocar acordeão ou violino. O indivíduo tinha um ar simpático e abeirou-se dele a tocar o tal acordeão.

Ele decidiu dar-lhe 50 cêntimos, abriu o vidro e quando lhe estendeu a mão com a moeda, o indivíduo puxou-a violentamente e apontou-lhe imediatamente uma faca ao pescoço e obrigou-o a dar o telemóvel e a carteira, pondo-se imediatamente em fuga.. Nenhum dos condutores dos carros à volta se apercebeu ou fez qualquer coisa para o ajudar.

A vítima dirigiu-se imediatamente a uma esquadra da polícia e contou o sucedido, onde, para espanto dele, foi informado de que já não era a primeira vez que isto acontecia, que já tinham cerca de 10 queixas de igual procedimento.

Penso tratar-se de uma rede organizada que também opera em Lisboa, de pedintes profissionais. Se reparar bem, a maior parte deles nem sabe tocar devidamente o instrumento, servindo-se dele como método de abordagem para posteriormente assaltar o incauto condutor. Esta rede também se dedica ao tráfico de crianças e roubo de bebés.

Em Espanha já houve algumas queixas que estes indivíduos de Leste roubaram bebés do banco traseiro dos carros.

Enquanto um toca ao lado do condutor, um cúmplice vai por trás e rouba a criança, vendendo-as depois para pais que desejem adoptar noutros países. Passem este e-mail ao maior número de amigos e conhecidos e futuramente, tenham cuidado com estes indivíduos.

Tranquem sempre as portas e fechem os vidros quando eles se aproximarem e desconfiem do aspecto simpático, pois normalmente são perigosos criminosos.

Divulguem este e-mail o mais que puderem e ajudem-nos a combater esta praga, porque amanhã pode ser um de nós.


Um Tenente do Comando Central da PSP Porto

BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL



A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL DA UNESCO (UMA JÓIA)

UMA BIBLIOTECA DE BORLA

Www.wdl.org

Olá

Envio-vos o que considero, sem dúvida, o arquivo CULTURAL mais
importante que recebi!!! A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA
WDL..... A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL. QUE PRESENTE DA UNESCO PARA A
HUMANIDADE INTEIRA !!!! especialmente para OS JOVENS.

Já está disponível na Internet, através do sítio www.wdl.org É
uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR MAS SIM É UM DEVER
ÉTICO, FAZÊ-LO!!

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos
e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas
as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou ontem em LA
NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela
UNESCO e outras 32 instituições.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de
património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do
mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês,
russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de
50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos,
graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da
América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em
1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês
publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da
história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção
do MeninoJesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes
desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e
esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos
latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre
Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve
explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram
escaneados e incorporados no seu idioma original, mas as
explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS.

A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para
receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias
e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global.

Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO , em
Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na
Internet, através do sítio www.wdl.org .

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela
Web , sem necessidade dese registarem.

Quando a gente faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a
sensação de tocar com as mãos a história universal do
conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas,
zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema
propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês,
francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua
parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é
possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus
traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em
1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro,
aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A
excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e
minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de
Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de
numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a
primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano
que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo;
o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado
nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas
pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C..

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa
participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca
Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia
Saudita.


A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e
actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada
a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste
esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas
gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco
é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de
aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço,
inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.

(Enviado por um Amigo

O político comovido


Pediram-lhe uma entrevista e ele prontamente acedeu.
Mas, antes de iniciar a conversa com os convidados da imprensa, o político mostrou que estava disposto a dar uma entrevista reveladora. «Vamos combinar o seguinte: podem fazer as perguntas que entenderem, por mais inconvenientes que pareçam», disse ele, ao ocupar a cabeceira da comprida mesa de reuniões do seu improvisado gabinete. «Vamos adoptar o seguinte: é proibido proibir», e riu-se, satisfeito com aquela tirada.
Afinal, é um democrata.

E assim foi. Animado, coloquial e bem humorado, falou durante quase duas horas, sem recusar nenhum tema proposto. Em dois momentos mostrou um especial estado de espírito. Primeiro, um largo sorriso, quando recebeu dum assessor, durante a conversa, os dados duma estatística. Pouco depois, ficaria de olhos marejados, quando falava dos pincipais legados que julga deixar, se e quando deixar o lugar. Todos deveríamos ficar comovidos porque, efectivamente, muito devemos aos denodados esforços dos homens da política. Verdadeiros democratas com reais preocupações sociais. Assim vale a pena, não estivessemos em Portugal.

É que nunca tremem nem tomam atitudes precipitadas. Agem sempre para o bem do país, a quem servem escrpulosamente, e da população, mesmo que esta viva na miséria e na fome. Mas, só eles sabem pelo que passam durante todo o tempo que passam na política.
É duro estar na política. Ter de viajar por outros países e continentes, receber presentes (recordações) que nem sabem que fazer deles nem onde os colocar. Essa é a parte mais séria da vida deles. E aqueles que vão acumulando medidas acertadas nas políticas sociais, ao mesmo tempo que afirmam que o país precisa de ser socializado, enquanto praticam políticas aliadas ao mais elevado grau de capitalismo mundial… Realmente é duro ser político.

De vez em quando aparece um bico de obra, como a preparação da cimeira da OTAN em Lisboa lá mais para o fim do ano. Toda a canseira com a segurança de todos os visitantes vai retirar boas horas de sono a alguns, porque pretendem construir equipas de pessoas com anos de experiência para porem em prática as condições e para que possam, todos os visitantes, respirar em paz e sossego. É muito duro ser político. Mas, é também necessário preparar os discursos, sobretudo baseados numa política de desenvolvimento social, mesmo na guerra.
Mas, aquele político, modesto e simpático, diligente e sincero como ninguém mais, até já foi contactado para, no fim do seu mandato, ocupar um cargo na ONU. Já não é o primeiro. Será o último? Não creio, tão bons e sinceros são os nossos políticos.

Embora eu considere que a ONU é uma instituição dirigida por burocratas de alto gabarito, que têm consciência de que deveria ser subordinada aos presidentes dos países, não quer dizer que, não se deva, até por coincidência, colocar lá alguém que tenha mais força que alguns presidentes havendo, no mínimo, uma anomalia. Transformar a instituição criada para servir os países com pessoas que mandam mais. Como os americanos, por exemplo.Imagine-se se a moda pega e os ex-presidentes americans se resolviam a ser secretários-gerais da ONU.

Não acredito que o façam, porque todos ficariam a saber a quem pertence e para que existe a ONU, tal como a OTAN a quem alguns preferem chamar de NATO, sigla em inglês, que sempre dá outro ar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O factor Previdencia


Mecanismo criado para reduzir o valor das pensões de reforma, prejudica os trabalhadores e até o governo, que já fala em substituí-lo.

O factor previdencia, ou previdencial parece ter os dias contados. Instituído após a Reforma da Previdência nos anos 80, como forma de reduzir as aposentações pagas e, consequentemente, poupar recursos da Previdência (Segurança Social), tem sido alvo de críticas por parte dos capitalistas e, curiosamente, por outros motivos, trabalhadores, centrais sindicais, advogados… são unânimes em apontá-lo como injusto e nocivo para os reformados.
Agora, até o governo fala na sua liquidação…
Há dias, um governante disse que encomendaria à sua equipa que elaborasse cálculos para avaliar o impacto desse factor nas contas da SS.

A ideia seria substituí-lo pelo critério da idade mínima para a concessão de benefícios (???). Também o primeiro-ministro já avisou que quer ver o projecto de reforma Tributária até Junho. E quando se fala na arrecadação, o tema passa, obrigatoriamente, pela Previdência.
Este ano de 2011 não vai ser nada bom para os portugueses.

Devem vir à superfície vários temas para discussão, como o fim desse factor, a idade mínima e os critérios para a aposentação, que dificultarão cada vez mais a vida dos jovens à procura do primeiro emprego. Isto se não tiverem uma cunha das boas…

O governo deve, inclusive, rever ainda mais alguns dos benefícios da cidadania. A pensão por morte é um deles.

Uma mulher casa aos vinte anos, por exemplo, com um homem mais velho que ela 50 anos, mas no caso de ele morrer adeus pensão vitalícia. Substituição do factor.

Na Assembleia da República há diversos projectos que afectam a aposentação no sector privado. Vão desde o factor previdencial até à mudança dos seus cálculos e a limitação do período de aplicação. O governo deverá sinalizar o fim do factor, mas deve cobrar da sociedade – centrais sindicais e deputados – outro critério que o substitua. Do ponto de vista económico, até pode ter lógica. Mas, olhando para as pessoas, é injusto, pois prejudica quem começou a trabalhar mais cedo, que geralmente recebe uma remuneração mais baixa e que, quando perde o emprego aos quarente e tal anos, não consegue outro.
Não pode existir uma idade mínima para a aposentação integral que leve em conta 30 anos de contribuição para as mulheres e 35 para os homens.

Pelo projecto, os homens devem comprovar 95% do tempo de serviço e as mulheres 85%, o que significa a soma dos anos de contribuição à idade do cidadão. Uma mulher com 35 anos de contribuição deve poder reformar-se aos 50 anos, se tiver começado a trabalhar aos 15, e há muitas…

De momento apenas se pensa na criação de mais maneiras para aumentar impostos a quem trabalha ou goza a sua reforma e aumentar a idade de aposentação, baseando-se, atabalhoadamente numa maior esparança de vida… mesmo havendo muito mais miséria e estar a acabar a medicina preventiva com esses despodurados aumentos do preço das vacinas.
Se não soubesse, diria: “Enfim… estamos em Portugal..?”

O deficiente


Deficiente é todo aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições doutras pessoas, ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que nasceu dono do seu destino.
Assim, temos aqueles que socialmente são chamados «loucos», que são os que não procuram ser felizes com o que possuem. Um cego, é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, na miséria, só tendo olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores. Surdo, é todo aquele que não tem tempo para ouvir um desabafo dum amigo ou o apelo dum semelhante, porque está sempre apresado para ir trabalhar, querendo garantir os seus tostões no fim do mês.
Mudo, é aquele que não consegue dizer o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. Paralítico, é quem não consegue anda na direcção daqueles que precisam da sua ajuda. Diabético, é quem não consegue ser doce. Anão, é quem não sabe deixar crescer, dentro de si, a solidariedade.

Uma terrível deficiência, mais moderna, é verdade, é o egocentrismo generalizado Vive-se um simulacro existencial, que pode ser percebido a partir de conceitos e valores hoje em desuso quase total. A sociedade actual rege-se através dos seus aparelhos ideológicos, mais da classe média, é verdade, tudo o que é produzido e oferecido pelos denominados intelectuais pós-modernos.

Poucos ligam importância à solidão em que vive uma grande parte da população nacional. As relações afectivas e sociais viram-se transfomadas e ultrapassadas pelas novas tecnologias e, o que se procura hoje, é uma relação com os tempos modernos, na qual prevaleça o individualismo e não mais uma relação entre as pessoas.

Em muitos casos ocorre um processo de despersonalização progresiva, como na doença de Alzheimer que, como se sabe, atinge mais a mulher, que perde as suas características para se tornar num ser vegetal.
A palavra de ordem deste novo século poderá ser a de colocar mil entraves a quem pretende cuidar dessas pessoas, as mais pobres e carentes. Ninguém quer perder o seu individualismo, mesmo nas questões mais relevantes, como cuidar de pesoas que precisam de todos nós.

Até parece er defeito ser-se velho, porque logo se vê empurrado para a solidão e a ignorância.
Porque o indivíduo moderno entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser
encontradas dentro dele próprio, nunca a partir doutras pessoas.Mas, a pior de todas as deficiências é ser miserável. Miseráveis são todos os que não conseguem falar com o próximo, não compreendendo que nem sempre é suficiente ser perdoado. Porque nesse caso, temos de saber perdoar-nos a nós próprios e ler atentamente, por exemplo, porque afinal há mais miséria que a que se possa imaginar, e não é só a vivida pelos mais pobres. E falta também vergonha em muitos casos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ASSIM COMEÇOU O POVOAMENTO DO BRASIL...



Torre do Tombo é o local onde se guardam todos os documentos antigos. Está situada em Lisboa, junto à Cidade Universitária.

Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".

Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.


[agora vem o melhor:]

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença devassa e mais papéis que formaram o processo".

(Enviado por um Amigo)