
Os seres humanos estão imersos nas suas culturas como os peixes na água. Assim, a avaliação dum comportamento, como normal ou anormal, tem sempre de levar em conta o contexto social e cultural em que ocorre esse comportamento.
Cultura, é uma designação genérica que abrange a sociedade e suas tradições, religião, governo e costumes, tais como as cerimónias, o vestuário, as canções, as danças e os jogos.
Todas as culturas tendem a preservar-se, educando os seus membros nos seus princípios, tradições e crenças, desde a primeira infância.
Antes da linguagem escrita, as tradições eram transmitidas oralmente de geração em geração, pelos sacerdotes, contadores de histórias e pelos trovadores, hoje em grande número…
Aquilo que numa cultura é considerado normal, e, em geral, amplamente apoiado no seu seio, mas actos semelhantes podem, noutras culturas, ser considerados marginais ou condenáveis. A maioria das culturas, por exemplo, aceita como natural matar insectos nocivos, mas a seita indiana dos Jain recusa-se a matar qualquer ser, mesmo um mosquito.
A veneração dum ser divino, as sanções contra formas d morte e o tabu do incesto, parecem existir em todas as culturas – à parte estas, há poucas ou nenhumas leis culturais universais.
Quando dizemos, acerca do comportamento de alguém: “isto não é normal!”, os nossos amigos, provavelmente, condenam. Mas, os nossos amigos partilham naturalmente os mesmos padrões culturais. A flexibilidade individual que nos é permitida nalguns aspectos, como o sexo, a idade e a posição social, torna difícil o estebelecimento de distinções absolutas entre o comportamento normal e anormal.
Em face disti, percebe-se por que razão os especialistas se munem de todas as precauções ao examinarem o comportamento humano. Efectivamente, um diagnóstico errado pode originar discriminação social e o tratamento inadequado da pessoa mal diagnosticada.
Sobre a religião, o antropólogo anglo-polaco, Bronislaw Malinowski, escreveu: «A religião confere ao homem a esperança da imortalidade e os meios rituais para a atingir; revela-lhe a existência de Deus ou da providência e diz-lhe como estabelecer a comunhão com Ele; afirma o sentido do mundo e o objectivo da vida, e, através dos sacramentos, permite ao homem obter uma vida mais plena. A religião dá ao homem o domínio sobre o seu destino, tal como a ciência lhe dá o domínio sobre as formas da natureza.»
Ora, o ser humano é uma criatura que se preocupa. E neste momento tem, realmente, muito com que se preocupar. Porque a vida, já não é bela. Por vezes é mesmo um martírio. O que não é normal sê-lo só para alguns. A maioria.
Cultura, é uma designação genérica que abrange a sociedade e suas tradições, religião, governo e costumes, tais como as cerimónias, o vestuário, as canções, as danças e os jogos.
Todas as culturas tendem a preservar-se, educando os seus membros nos seus princípios, tradições e crenças, desde a primeira infância.
Antes da linguagem escrita, as tradições eram transmitidas oralmente de geração em geração, pelos sacerdotes, contadores de histórias e pelos trovadores, hoje em grande número…
Aquilo que numa cultura é considerado normal, e, em geral, amplamente apoiado no seu seio, mas actos semelhantes podem, noutras culturas, ser considerados marginais ou condenáveis. A maioria das culturas, por exemplo, aceita como natural matar insectos nocivos, mas a seita indiana dos Jain recusa-se a matar qualquer ser, mesmo um mosquito.
A veneração dum ser divino, as sanções contra formas d morte e o tabu do incesto, parecem existir em todas as culturas – à parte estas, há poucas ou nenhumas leis culturais universais.
Quando dizemos, acerca do comportamento de alguém: “isto não é normal!”, os nossos amigos, provavelmente, condenam. Mas, os nossos amigos partilham naturalmente os mesmos padrões culturais. A flexibilidade individual que nos é permitida nalguns aspectos, como o sexo, a idade e a posição social, torna difícil o estebelecimento de distinções absolutas entre o comportamento normal e anormal.
Em face disti, percebe-se por que razão os especialistas se munem de todas as precauções ao examinarem o comportamento humano. Efectivamente, um diagnóstico errado pode originar discriminação social e o tratamento inadequado da pessoa mal diagnosticada.
Sobre a religião, o antropólogo anglo-polaco, Bronislaw Malinowski, escreveu: «A religião confere ao homem a esperança da imortalidade e os meios rituais para a atingir; revela-lhe a existência de Deus ou da providência e diz-lhe como estabelecer a comunhão com Ele; afirma o sentido do mundo e o objectivo da vida, e, através dos sacramentos, permite ao homem obter uma vida mais plena. A religião dá ao homem o domínio sobre o seu destino, tal como a ciência lhe dá o domínio sobre as formas da natureza.»
Ora, o ser humano é uma criatura que se preocupa. E neste momento tem, realmente, muito com que se preocupar. Porque a vida, já não é bela. Por vezes é mesmo um martírio. O que não é normal sê-lo só para alguns. A maioria.
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