A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE&feature=player_embedded



(Enviado por um Amigo)



domingo, 6 de março de 2011

O passarinho e as aves…



Tanto controlo do Ministério Público, já completamente liberto do labéu de engavetador, tendo tido a liberdade para exercer as suas próprias atribuições legais com desenvoltura nunca antes vista em governos passados…

E a corrupção mantém-se no país… Corruptores e corruptos continuam a passear-se pelos corredores dos palácios e dos órgãos públicos, por vezes munidos dum «habeas corpus» preventivo…

A gravidade da cronicidade dessa desgraça secular, só se reduzirão a níveis toleráveis quando, além do poder executivo, o legislativo e o judiciário se virem livres da maioria dos indivíduos que não respeitam os limites legais estabelecidos para os seus cargos.

Entretanto, para que tudo isso possa acontecer e perdurar, é condição “sine qua non” que a sociedade, em peso, se livre dos vícios do passado, como a passividade, a omissão, o preconceito, “o jeitinho”, etc, etc!

Por outro lado, a prática do voto correcto nas eleições é fundamental para expurgar os corruptos do poder legislativo. Votar num corrupto e depois reclamar contra a corrupção existente, ou é masoquismo ou vandalismo político; de qualquer modo, esse procedimento representa apoio à corrupção e desgraça da Nação.

Isto faz-me lembrar aquela história sobre uma menina que gostava muito dum passarinho que, todas as manhãs ia cantar num ramo duma árvore próximo da janela do seu quarto, acordando-a. Levantava-se imediatamente, abria a janela e o passarinho voava até pousar na sua mãozinha estendida e falava-lhe, porque era um passarinho encantado, como encantadas são muitas das aves na capital…

Mas, chegava o momento em que o passarinho dizia: “Tenho que ir embora!” E a menina chorava, porque gostava muito dele e não queria que partisse e a deixasse entregue a pensamentos e a uma vida de pobreza infinda.

Com o tempo a passar e a menina a crescer, o passarinho foi perdendo as cores, o brilho, a alegria e nem tinha mais histórias para contar, até que deixou de aparecer… O passarinho de que aquela menina tanto gostava, tinha deixado de voar livre, acabando por morrer no parapeito da janela do quarto da menina.

Como era mais velha, pensou que se o tivesse colocado numa gaiola, pelo menos o passarinho teria durado mais, uma vez que não andaria ao tempo, sol ou chuva… se calhar apanhou uma gripe A e morreu..?

Ora, os pássaros não gostam de viver engaiolados, nem na mais bela do mundo, porque foram concebidos para alegrarem, com suas cores e cantos, a natureza e os homens que dela fazem parte. Tal como o génio da lâmpada que, após conceder os três desejos se viu livre para sempre da maldição da bruxa má.

Tal como a menina, gostamos dos passarinhos, mas detestamos as aves de repina que tomaram de assalto a capital e nela se instalaram para todo o sempre, como um passaroco que só a abandonou quando a morte o levou.

Gostei muito dos “passarinhos” que em Abril de 74 mostraram como devemos amar a liberdade..!

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