
Nunca defendi a criação dos hospitais EPE e, pelos vistos tinha razão, embora me não fosse então concedida pelos que sabem tudo o que é melhor para Portugal e seu povo…
Continuam a usar a abusar dos subterfúgios considerados legais, mas que atentam contra a moralidade pública.
Quando se fazem as leis, pensa-se em tudo menos no interesse do país; apenas no de grupos corporativos, como acontece com a classe médica hospitalar, salvo as devidas excepções, como é evidente.
Vejam-se os Artigos 14º e 17º do Decreto-lei 233/05.
Médicos que meteram licença sem vencimento ficam no mesmo lugar ganhando o dobro, ou quase, o que, no actual contexto é demasiado agressivo para os restantes trabalhadores e não só.
A Senhora Ministra deveria pensar várias vezes antes de tomar a atitude agora tomada, e o ministro das Finanças devria, como fez em relação aos restantes trabalhadores, saber fechar os cordões à bolsa, ou então abri-la a todos e que cada um retirasse dela uma parte, para que pudesse haver, pelo menos, uma simulação de igualdade de direitos.
Não aconselho ninguém a que cada um dos que, no activo, sofrem cortes no salário, a exemplo daquele juíz a quem diminuiram ao seu salário e ele, por sua vez, diminuiu ao horário de trabalho, alegando que se cortam no vencimento tem todo o direito de cortar no seu horário de trabalho.
É evidente que um hospital não pode funcionar sem médicos, mas também não pode funcionar sem enfermeiros ou administrativos, ou auxiliares… todas as peças fazem parte da engrenagem hospitalar e, quando uma quebra ou avaria, tem de ser substituída para que os doentes não sofram as consequências.
Também não apelo aos «João Semana» que não há, tão-pouco ao juramento de Hipócrates, que mais parece uma lenga-lenga hipócrita proferida como «praxe» quando recebem o diploma.
Mas, se um governante ou todo o governo pretende credibilidade, deve tratar os funcionários, os cidadãos de igual modo e não fazer ou causar cisões que afectam o ambiente intramuros hospitalares ou mesmo na sociedade.
Não se trata apenas duma “legalidade” bizarra e fabricada na AR. Trata-se, sim, duma grande “imoralidade”, para não falar de fraude com os dinheiros públicos, como afirma um dirigente da Fnam.
A recusa de reacção a semelhante medida por parte do Ministério da Saúde, é bem ilucidativa de que a «crise» é um facto real, mas apenas para os portugueses de terceira categoria, que devem pagar para que os de primeira nela se mantenham ad eternum. É realmente mais uma imoralidade a que assistimos neste país mais que à deriva.
AH!, no jornal do dia seguinte, a ministra apela à moderação após ter incendiado o rastilho.
Continuam a usar a abusar dos subterfúgios considerados legais, mas que atentam contra a moralidade pública.
Quando se fazem as leis, pensa-se em tudo menos no interesse do país; apenas no de grupos corporativos, como acontece com a classe médica hospitalar, salvo as devidas excepções, como é evidente.
Vejam-se os Artigos 14º e 17º do Decreto-lei 233/05.
Médicos que meteram licença sem vencimento ficam no mesmo lugar ganhando o dobro, ou quase, o que, no actual contexto é demasiado agressivo para os restantes trabalhadores e não só.
A Senhora Ministra deveria pensar várias vezes antes de tomar a atitude agora tomada, e o ministro das Finanças devria, como fez em relação aos restantes trabalhadores, saber fechar os cordões à bolsa, ou então abri-la a todos e que cada um retirasse dela uma parte, para que pudesse haver, pelo menos, uma simulação de igualdade de direitos.
Não aconselho ninguém a que cada um dos que, no activo, sofrem cortes no salário, a exemplo daquele juíz a quem diminuiram ao seu salário e ele, por sua vez, diminuiu ao horário de trabalho, alegando que se cortam no vencimento tem todo o direito de cortar no seu horário de trabalho.
É evidente que um hospital não pode funcionar sem médicos, mas também não pode funcionar sem enfermeiros ou administrativos, ou auxiliares… todas as peças fazem parte da engrenagem hospitalar e, quando uma quebra ou avaria, tem de ser substituída para que os doentes não sofram as consequências.
Também não apelo aos «João Semana» que não há, tão-pouco ao juramento de Hipócrates, que mais parece uma lenga-lenga hipócrita proferida como «praxe» quando recebem o diploma.
Mas, se um governante ou todo o governo pretende credibilidade, deve tratar os funcionários, os cidadãos de igual modo e não fazer ou causar cisões que afectam o ambiente intramuros hospitalares ou mesmo na sociedade.
Não se trata apenas duma “legalidade” bizarra e fabricada na AR. Trata-se, sim, duma grande “imoralidade”, para não falar de fraude com os dinheiros públicos, como afirma um dirigente da Fnam.
A recusa de reacção a semelhante medida por parte do Ministério da Saúde, é bem ilucidativa de que a «crise» é um facto real, mas apenas para os portugueses de terceira categoria, que devem pagar para que os de primeira nela se mantenham ad eternum. É realmente mais uma imoralidade a que assistimos neste país mais que à deriva.
AH!, no jornal do dia seguinte, a ministra apela à moderação após ter incendiado o rastilho.
Pobre Portugal.
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