A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



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(Enviado por um Amigo)



sexta-feira, 4 de março de 2011

Greve e cortes salariais


Uniram-se as duas Centrais Sindicais após 22 anos de separação. A situação no país assim o exigia, e os sindicatos souberam responder à chamada contra a precariedade laboral, aos cortes salariais, aos aumentos de impostos, à colocação de portagens nas SCUT e perda de regalias sociais.

Todavia, a dupla que às escâncaras hoje governa o país, com o benepláctito do presidente da República, acabou de aprovar, com a abstenção de um deles, que a Caixa geral de Depósitos escapasse aos cortes salariais porque têm medo da fuga dos quadros que a gerem. Ou seja, o governo preferiu ceder à chantagem sobre ele feita, negando uma vez mais a igualdade entre os portugueses. Começa a ser um mau hábito que abre maus precedentes e cria mau ambiente.

Os portugueses cumpriram um dia de greve sem saberem, ou só muito superficialmente, o que se passa em relação aos tais quadros – ao que parece insubstituíveis – da CGD e, muito possivelmente da TAP, RTP, CTT e CP (…) que, segundo se vai ouvindo por aí caminham a passos largos para a privatização, pelo que estas últimas poderão não ser abrangidas pelo acordo bilateral. Talvez apenas a CGD, como Banco do Estado e não privatizável, embora apetecido e apetecível, pelo menos para já.

Que vivemos num país onde se privilegiam os tachos para os amigos e familiares, não é, pois, de admirar que o ministro das Finanças se tenha preocupado tanto com a manutenção de mais alguns que são, no fundo, os causadores da crise económica que nos mandou para a beira do abismo.

Devido a essas formas de pensar e agir, em que alguns “são insubstituíveis”, é que há demasiado desemprego verificado nas consideradas camadas menos especializadas, causado pelos ideais tecnocráticos que nos estão a conduzir, de forma inexorável, à bancarrota, porque se fazem pagar principescamente, enquanto o povo trabalhador tem de viver com salários baixos, alguns miseráveis e que os jovens licenciados sem cartão do partido militam também nas hostes do desemprego.

Como se ainda não houvesse provas de discriminação, elas aqui estariam, estão nesta atitude dum governo em agonia que sempre – e ainda o faz – se afirmou socialista (talvez da horta) e que, sempre que surge uma oportunidade demonstra militar num mundo à parte, transformando Portugal numa república babaneira e do faz-de-conta.

O líder do actual parceiro do governo havia dito que não admitiria qualquer alteração ao OE, mas absteve-se, permitindo às empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público «com as adaptações justificadas pela sua natureza empresarial».

Temos um governo que sabe zelar pelos altos interesses – de quem? – nacionais, mas que não sabe olhar para todos os portugueses do mesmo modo, causando fortes discrepâncias e assimetrias, originando cada vez mais diferenças entre as classes trabalhadoras e o mundo do capital (político).
Quando foram anunciados os cortes salariais, que dizem ser inconstitucionais, e não foi nomeado um governo de salvação nacional que englobasse todos os partidos com assento parlamentar, ficamos a saber que se preparava uma nova espécie de AD, também ela inconstitucional e atentatória aos direitos dos cidadãos, uma vez que toda e qualquer aliança partidária deve ser operada antecipadamente e sujeita ao sufrágio universal.

Esta deve-se ao trabalho do presidente da república e seus tabus, que preferiu assim, uma vez que se aproximava a data de anunciar a sua recandidatura às eleições de Janeiro do próximo ano. Entretanto, a maioria dos portugueses que se alimente de ar e vento, mas que não deixe de pagar imposto sobre imposto e com o salário reduzido, e qualqer dia ainda veremos aqueles ar e vento serem taxados, pois deles se alimenta uma boa parte dos cidadãos nacionais.

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