A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE&feature=player_embedded



(Enviado por um Amigo)



sábado, 12 de março de 2011

O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso



(não me esqueço de como estas unhas que aqui elogiam rendidas O Norte de Portugal, foram as mesmas que tão mal trataram o Mestre Agostinho a Silva !... do Norte ! até as borboletas gostam !)
Cortesia Inestimável _ Jorge Campos Macedo
O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso.
O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, etcaetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.


O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

Escrito por Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 11 de março de 2011

O “Zé” vai entrar na história!!!


O simplesmente “Zé” perdeu definitivamente o rumo e mais parece uma andorinha, que voa aos ziguezagues, voos picados e perigosos… até partir.

O “Zé” propriamente dito não tem curriculum a apresentar, não tem nada para oferecer. Isto porque não tem curriculum. Deitou-o fora, latrina abaixo e fez a descarga, não havendo mais retorno. Não renegando o seu passado, ao aliar-se com o que há de mais retrógrado neste país, o “Zé” termina por se deixar cair na melancolia, senrindo-se abandonado por todos, que agora se escondem; que poderá fazer o “Zé” para sair de tão grave situação?

Ao “Zé”, resta-lhe uma consolação. À direita, continua a apostar-se na manutenção do “Zé”, de todos os “Zés” numa venal e egoísta situação deprimente, muito similar à jurássica “eco-chata”. O “Zé” fica verde de indignação, não questiona as mentiras que lhe pregam e que se vê obriogado a pregar, as omissões vindas de cima sobre os factos mais importantes.

Durante as 24 horas do dia, sete dias por semana, enviando mensagens apelativas, o “Zé” pensa poder mudar alguma coisa, mas ninguém lhe liga qualquer importância.

Dizem os “generais de pijama de seda” que o “Zé” jamais tentou impôr-se e ao seu socialismo, pelas armas, mais sim através do voto e sem interrupção…

Em todas as inoportunas mensagens, que enchem as caixas postais dos internautas, aqueles “generais de pijama de seda” deixam transparecer que vivem ainda na época da guerra fria e que a famigerada transformação social do mundo se mantém em vigor. Perderam a bondade histórica e, mais que isso, o sentido do ridículo, pois sempre defenderam e continuam afazê-lo, numa democracia sem o povo. Preferem, os tais “generais”,o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo.

Quando o “Zé” trocou o cheiro do povo pelo perfume dos e das “dondocas”, passou a “criminalizar” os movimentos sociais, a defender os golpismos de cima emanados, pretendeu fazer cessar as disputas pelo bem-estar geral, depois de difundir desbragadas mentiras e caluniar aqueles que pudessem fazer-lhe sombra, tentando passar-se para a direita do “pai” e bater às portas dos quartéis para explicar o que motivou o golpe militar de Abril de 1974, uma simples ficha em relação ao que hoje acontece, quando assume a defesa do imperialismo capitalista.

Fazendo coro com o grande patronato conservador, que queria ainda mais, venal e golpista, o “Zé” não consegue esconder a sua adesão à “canalha” neo-liberlista. Repete vezes sem conta que vem aí a “coisa má”, verdadeiro cadáver político insepulto.

«A democracia está ameaçada!», dizem alguns, sendo necessário, para a salvar, meia dúzia de intelectuais autoritários, que não percebem nada do que dizem e fazem.

Diz-se também que o “Zé” pirou de vez. O desespero é tanto que o levou a prometer o que sempre combateu: salário mínimo intocável e de 600 euros, um reajusta de 10% aos reformados e o 15º mês aos beneficiários de abonos familiares.

Por tudo isto e muito mais é que o “Zé” vai entrar para a história pelo contentor do lixo. Triste fim!

Graça e paz para todos


Penso que podemos manter boas relações e bons diálogos entre todos. Somos um país de brandos costumes e, sinceramente, fico muito sensibilizado quando alguém tenta desconsiderar a argumentação, acusando alguém de força de choque deste ou daquele partido…

Queiramos ou não, todos somos partidários de ideias e de ideais. Queiramos ou não, todos temos e fazemos as nossas escolhas e tomamos as nossas posições políticas. Mesmo na divergência,, podemos – e devemos - manter um bom nível de diálogo. Tenho aprendido isso nos «embates» transmitidos pelas televisões nos últimos anos…

Penso que o calor da campanha eleitoral já passou e que o momento, agora, é de discutir, de forma serena, os pertinentes assuntos que nos são diariamente colocados.

Sinceramente, gosto de percorrer o jornal e ler as considerações de diversos quadrantes, deste ou daquele partido entendendo, no entanto, que não preciso de partir para coisas do género força de choque deste ou daquele lado.

Quem as escreve nas redes sociais, deve estar preparado para enfrentar o contraditório, como nas televisões e jornais, tendo o fundamental dever de respeiar todas as argumentações, sejam ou não favoráveis.

Penso ser já demasiado conhecido e ter já dito qual a minha tendência politico-social – a independência absoluta – sem ter necessidade alguma de me repetir, e tenho participado nalguns processos políticos desde há muitos anos.

Vi companheiros perecerem na luta, sem jamais duvidar dos seus princípios e dos seus valores.
Estou satisfeito com o meu país? Claro que não. Quem poderá estar?

Estou satisfeito com a agenda do aumento dos juros, aumento da dívida pública, aperto fiscal e salarial? Claro que não!

Claro que não, e penso que o actual governo perece ser um governo de medrosos, quando se sabe que a inflação de um dígito é aceitável, sabendo que a pressão nos produtos alimentares continuará forte em todo o mundo.

Mas também não compreendo a razão porque o líder deste governo acata e obedece às «ordens» da chanceler alemã, que ultrapassa, sob a forma de convite, todas as instâncias europeias, sedeadas em Bruxelas.

Os economistas sabem que o mundo precisa de aumentar a produção alimentar em cerca de 40%, urgentemente, principalmente para fazer frente à demanda global, tendo em vista os eventos, extremos do clima, que podem reduzir a oferta drasticamente.

E, por fim, a despeito da situação, não podemos negar que Portugal está em processo de transformação. Melhor ainda: em processo de perda de soberania no mundo, na sua geopolítica.

Certamente, alguns dos meus sonhos de jovem foram realizados, mas a luta deve continuar sem tréguas, por um país sempre melhor para todos, não apenas para alguns.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os males da nossa justiça


A caótica e miserável situação já provocou vários protestos e algumas greves de funcionários nos últimos anos. Como no Inferno de Dante, na entrada da pomposa “Cidade da Justiça”, deveria instalar-se um letreiro que dissesse:

«Justificável, quando passes esta porta, abandona toda a esperança». A justiça no nosso país não deveria ser representada por uma formosa dama, por mais que tenha os olhos vendados, ataviada com uma túnica branca, mas por farrapos, vesga e mendigando com os olhos semicerrados pelas remelas.

Desde que terminou a ditadura anseio por saber como a Administração da Justiça recebe os investimentos de que precisa: milhares de juízes, de fiscais, secretários, oficiais, forenses e psicólogos e assistentes sociais, com uma polícia judiciária preparada, que disponham de gabinetes adequados.

Ano após ano, adia-se a verdadeira inovação, restando-lhe uma injustificável desculpa e os mínimos pressupostos.

Para estabelecer um termo de comparação, que apoie o que critico, vejamos que a Alemanha, que tem oitenta milhões de habitantes, dispõe de 50 mil juízes, com os correspondentes auxiliares e gabinetes. Seria lógico, pois, que em Portugal, com um oitavo da população daquele país, tivesse sete a oito mil. Parece que temos menos em todas as instâncias: civis, penais, conteciosos, laborais, menores (pedofilia incluída), violência doméstica, audiências provinciais, tribunais superiores. Supremo e Constitucional.

A tal patética carência, temos de somar umas leis procedimentais, herdadas do direito romano, às quais se fizeram vários remendos – não muitos – que enredam os expedientes até os converter no labirinto do Minotauro.

Apesar da muita propaganda com que nos obsequiam diariamente as campanhas dos governos – central, local e autónomos – com a difusão de novas tecnologias, na justiça continuam a utilizar os centenários métodos de comunicação: citações entreues em mão por agentes que viajam de autocarro ou de motorizada, escritas em papel e enviadas pelo correio a outras povoações, por mais próximas ou distantes que se encontrem; comissões rogatórias a países estrangeiros que devem chegar primeiro aos Assuntos Externos.

O fax e o telefone devem ser legitimados pelo sagrado papel, e o correio electrónico não entrou na linguagem jurídica.

Está visto que o poder legislativo está demasiado ocupado, talvez com as portagens das SCUT, para acometer seriamente a reforma das leis e que os nossos legisladores – lagislatura após legislatura – sentem pânico de mudar o procedimento criminal escrito e secreto – às vezes, secretismo – pelo público e oral que rege nos países anglo-saxónicos, o que permite a proliferação de sumários escondidos á opinião pública que acompanham a corrupção de todo o tipo. E que, quanto aos assuntos civis, tramitados durante intermináveis anos, os nossos governantes e deputados não sabem como sair-se dos complicados e arcaicos processos.

É preciso negar rotundamente que a doença da justiça se cura com dinheiro, porque isso é querer esconder com um véu o vulcão em actividade que, tarde ou cedo voltará a entrar em erupção.

terça-feira, 8 de março de 2011

O tempo…



«O futuro tortura-nos e o passado acorrenta-nos. Eis porque o presente nos foge…», disse Gustave Flaubert.

«Fugiti irreparabile tempus». Esta frase, dita por Virgílio nas Geórgicas, ao terminar uma digressão, é muitas vezes usada para lembrar que «o tempo voa».

Sem perder mais tempo, o governo, através do ministro das Finanças, enviou uma carta, possivelmente por correio expresso, a proibir actualizações salariais que chegaram às administrações de empresas públicas na quinta-feira. No entanto, haverrá excepções, talvez respeitantes a amigos…

Ao aumentar 1,25% em 2010 as pensões de acidentados de trabalho, fica bem demonstrado o desprezo a que são votadas as pessoas atingidas.

O ministro das Finanças, no que diz respeito às excepções, os tais “casos excepcionais”, em que a análise será casuística (?) e tendo em conta a situação específica da empresa e o seu funcionamento face a concorrentes, consegue matar dois coelhos duma só cajadada: dividir ainda mais os trabalhadores e provocar mais fracturas sociais, o que leva afalar sobre um dia de trabalho.

Ao amanhecer, no espreguiçar habitual, a aurora abraça o sol (que não é igual para todos), acordando homens e mulheres para mais uma jornada de trabalho, porque é preciso alimentar as bocas que se abrem famintas e por vezes se fecham do mesmo modo.

Todos correm como formigas, na diversidade das suas diferenças, erguedo ferramentas e, no auge da sua responsabilidade, no uso da função que a luta, seja caneta, bisturi, enxada ou que instrumento for, coisa que não importa, todos trabalham por igual, dignificando o tempo, marchando ao encontro da prosperidade para o amanhã, a recompensa do seu trabalho. E aqueles que ainda compreendem, consideram abençoadas as mãos do trabalhador.

Todos os trabalhadores fazem uma declaração de vida na sua relação neste grande baile de máscaras em que se tornou Portugal. Vivem fantasias de personagens fantásticas, que aos poucos vão caindo e fazem com que nos mostremos despidos de crueldades, por vezes reféns dos medos. Não temos a interferência do olhar nem do toque físico, uma vez que as relaçoes protegidas pelo distanciamento magistralmente demonstrado pelas profundas decisões dos governantes.

A sedução é a principal arma de aproximação, que dura apenas uma campanha. A população laboral procura valorizar-se, aumentar os conhecimentos, porque pensa que a meta é o conhecimento pelo seu trabalho diário. Pensa que lhe disponibilizam oportunidades para suprir às suas necessidades. E aí, entra a paixão… um estado alterado de consciência em que se encontram as energias, uma fantasia. Porque a população laboral se apaixona pelo sentimento, pela felicidade e pelos sonhos. Na paixão, não vê os defeitos, mas apenas o estado de graça e o prazer…

E, enquanto os ministros se apaixonam por eles mesmos, pela sua capacidade de seduzir e nos envolver, apesar dos recursos adquiridos e usados para nos conhecerem melhor, usam e abusam porque, para eles, o que conta é a aparência, a posição sócio-económica e cultural A sua imaginação transforma a vida da população, uma miserável forma de vida e mostra-nos um caminho para que percamos o Ego e mostremos apenas o que querem que mostremos ou sejamos.

Termino com a frase incial: «O futuro tortura-nos e o passado acorrenta-nos. Eis porque o presente nos foge…»

segunda-feira, 7 de março de 2011

O regabofe continua…


Nunca defendi a criação dos hospitais EPE e, pelos vistos tinha razão, embora me não fosse então concedida pelos que sabem tudo o que é melhor para Portugal e seu povo…

Continuam a usar a abusar dos subterfúgios considerados legais, mas que atentam contra a moralidade pública.

Quando se fazem as leis, pensa-se em tudo menos no interesse do país; apenas no de grupos corporativos, como acontece com a classe médica hospitalar, salvo as devidas excepções, como é evidente.

Vejam-se os Artigos 14º e 17º do Decreto-lei 233/05.

Médicos que meteram licença sem vencimento ficam no mesmo lugar ganhando o dobro, ou quase, o que, no actual contexto é demasiado agressivo para os restantes trabalhadores e não só.

A Senhora Ministra deveria pensar várias vezes antes de tomar a atitude agora tomada, e o ministro das Finanças devria, como fez em relação aos restantes trabalhadores, saber fechar os cordões à bolsa, ou então abri-la a todos e que cada um retirasse dela uma parte, para que pudesse haver, pelo menos, uma simulação de igualdade de direitos.

Não aconselho ninguém a que cada um dos que, no activo, sofrem cortes no salário, a exemplo daquele juíz a quem diminuiram ao seu salário e ele, por sua vez, diminuiu ao horário de trabalho, alegando que se cortam no vencimento tem todo o direito de cortar no seu horário de trabalho.

É evidente que um hospital não pode funcionar sem médicos, mas também não pode funcionar sem enfermeiros ou administrativos, ou auxiliares… todas as peças fazem parte da engrenagem hospitalar e, quando uma quebra ou avaria, tem de ser substituída para que os doentes não sofram as consequências.

Também não apelo aos «João Semana» que não há, tão-pouco ao juramento de Hipócrates, que mais parece uma lenga-lenga hipócrita proferida como «praxe» quando recebem o diploma.

Mas, se um governante ou todo o governo pretende credibilidade, deve tratar os funcionários, os cidadãos de igual modo e não fazer ou causar cisões que afectam o ambiente intramuros hospitalares ou mesmo na sociedade.

Não se trata apenas duma “legalidade” bizarra e fabricada na AR. Trata-se, sim, duma grande “imoralidade”, para não falar de fraude com os dinheiros públicos, como afirma um dirigente da Fnam.

A recusa de reacção a semelhante medida por parte do Ministério da Saúde, é bem ilucidativa de que a «crise» é um facto real, mas apenas para os portugueses de terceira categoria, que devem pagar para que os de primeira nela se mantenham ad eternum. É realmente mais uma imoralidade a que assistimos neste país mais que à deriva.

AH!, no jornal do dia seguinte, a ministra apela à moderação após ter incendiado o rastilho.
Pobre Portugal.

domingo, 6 de março de 2011

Quanto custa a poligamia em França




Será que há disto em Portugal???

(Enviado por um Amigo)

O passarinho e as aves…



Tanto controlo do Ministério Público, já completamente liberto do labéu de engavetador, tendo tido a liberdade para exercer as suas próprias atribuições legais com desenvoltura nunca antes vista em governos passados…

E a corrupção mantém-se no país… Corruptores e corruptos continuam a passear-se pelos corredores dos palácios e dos órgãos públicos, por vezes munidos dum «habeas corpus» preventivo…

A gravidade da cronicidade dessa desgraça secular, só se reduzirão a níveis toleráveis quando, além do poder executivo, o legislativo e o judiciário se virem livres da maioria dos indivíduos que não respeitam os limites legais estabelecidos para os seus cargos.

Entretanto, para que tudo isso possa acontecer e perdurar, é condição “sine qua non” que a sociedade, em peso, se livre dos vícios do passado, como a passividade, a omissão, o preconceito, “o jeitinho”, etc, etc!

Por outro lado, a prática do voto correcto nas eleições é fundamental para expurgar os corruptos do poder legislativo. Votar num corrupto e depois reclamar contra a corrupção existente, ou é masoquismo ou vandalismo político; de qualquer modo, esse procedimento representa apoio à corrupção e desgraça da Nação.

Isto faz-me lembrar aquela história sobre uma menina que gostava muito dum passarinho que, todas as manhãs ia cantar num ramo duma árvore próximo da janela do seu quarto, acordando-a. Levantava-se imediatamente, abria a janela e o passarinho voava até pousar na sua mãozinha estendida e falava-lhe, porque era um passarinho encantado, como encantadas são muitas das aves na capital…

Mas, chegava o momento em que o passarinho dizia: “Tenho que ir embora!” E a menina chorava, porque gostava muito dele e não queria que partisse e a deixasse entregue a pensamentos e a uma vida de pobreza infinda.

Com o tempo a passar e a menina a crescer, o passarinho foi perdendo as cores, o brilho, a alegria e nem tinha mais histórias para contar, até que deixou de aparecer… O passarinho de que aquela menina tanto gostava, tinha deixado de voar livre, acabando por morrer no parapeito da janela do quarto da menina.

Como era mais velha, pensou que se o tivesse colocado numa gaiola, pelo menos o passarinho teria durado mais, uma vez que não andaria ao tempo, sol ou chuva… se calhar apanhou uma gripe A e morreu..?

Ora, os pássaros não gostam de viver engaiolados, nem na mais bela do mundo, porque foram concebidos para alegrarem, com suas cores e cantos, a natureza e os homens que dela fazem parte. Tal como o génio da lâmpada que, após conceder os três desejos se viu livre para sempre da maldição da bruxa má.

Tal como a menina, gostamos dos passarinhos, mas detestamos as aves de repina que tomaram de assalto a capital e nela se instalaram para todo o sempre, como um passaroco que só a abandonou quando a morte o levou.

Gostei muito dos “passarinhos” que em Abril de 74 mostraram como devemos amar a liberdade..!

Mulher Bonita

sábado, 5 de março de 2011

O que é normal


Os seres humanos estão imersos nas suas culturas como os peixes na água. Assim, a avaliação dum comportamento, como normal ou anormal, tem sempre de levar em conta o contexto social e cultural em que ocorre esse comportamento.

Cultura, é uma designação genérica que abrange a sociedade e suas tradições, religião, governo e costumes, tais como as cerimónias, o vestuário, as canções, as danças e os jogos.

Todas as culturas tendem a preservar-se, educando os seus membros nos seus princípios, tradições e crenças, desde a primeira infância.

Antes da linguagem escrita, as tradições eram transmitidas oralmente de geração em geração, pelos sacerdotes, contadores de histórias e pelos trovadores, hoje em grande número…

Aquilo que numa cultura é considerado normal, e, em geral, amplamente apoiado no seu seio, mas actos semelhantes podem, noutras culturas, ser considerados marginais ou condenáveis. A maioria das culturas, por exemplo, aceita como natural matar insectos nocivos, mas a seita indiana dos Jain recusa-se a matar qualquer ser, mesmo um mosquito.

A veneração dum ser divino, as sanções contra formas d morte e o tabu do incesto, parecem existir em todas as culturas – à parte estas, há poucas ou nenhumas leis culturais universais.

Quando dizemos, acerca do comportamento de alguém: “isto não é normal!”, os nossos amigos, provavelmente, condenam. Mas, os nossos amigos partilham naturalmente os mesmos padrões culturais. A flexibilidade individual que nos é permitida nalguns aspectos, como o sexo, a idade e a posição social, torna difícil o estebelecimento de distinções absolutas entre o comportamento normal e anormal.
Em face disti, percebe-se por que razão os especialistas se munem de todas as precauções ao examinarem o comportamento humano. Efectivamente, um diagnóstico errado pode originar discriminação social e o tratamento inadequado da pessoa mal diagnosticada.

Sobre a religião, o antropólogo anglo-polaco, Bronislaw Malinowski, escreveu: «A religião confere ao homem a esperança da imortalidade e os meios rituais para a atingir; revela-lhe a existência de Deus ou da providência e diz-lhe como estabelecer a comunhão com Ele; afirma o sentido do mundo e o objectivo da vida, e, através dos sacramentos, permite ao homem obter uma vida mais plena. A religião dá ao homem o domínio sobre o seu destino, tal como a ciência lhe dá o domínio sobre as formas da natureza.»
Ora, o ser humano é uma criatura que se preocupa. E neste momento tem, realmente, muito com que se preocupar. Porque a vida, já não é bela. Por vezes é mesmo um martírio. O que não é normal sê-lo só para alguns. A maioria.

VERGONHA NACIONAL



E DEPOIS PEDEM-NOS PARA APERTAR O CINTO E REDUZIR OS ORDENADOS, MAS AS REGALIAS DELES CONTINUAM NA MESMA...!


PORTUGAL É UM PAíS POBRE? DEPOIS DE VER ISTO, NÃO ACREDITO NISSO !!!
"As pessoas precisam de entender que estão a ser burladas.
O País não pode continuar a ser dirigido por trafulhas..."

(Dr. Medina Carreira)----- Será que este gajo tem razão ?...


(Pensem meus senhores. Pensem. Não se deixem voltar a enganar. Já lá estão - no poleiro - há 35 anos e acusam-se uns aos outros. Passam a vida a enganar este pobre povo, burro de carga...)

TUDO BEM COM O SENHOR?

O passar da esponja…



Da importância da matiz escreveu-se muito e conversou-se demais. Sabemos que as ideias, os conceitos… não são brancos nem pretos, mas que se movem na ampla gama dos cinzentos.

Daí que, por exemplo, no social e na solidariedade, as grandes decepções tenham por causa os sentimentos furta-cores, como deixou escrito Paul Berget, que de mudanças na sua trajectória teve bastantes e profundas. E se interiorizarmos isso na nossa vida, aprendendo-o à custa de frustrações, por que razão estranhamos quando se trata de abordar opiniões ou determinadas atitudes públicas?

Se contestarmos, devido à segurança das nossas convicções, alguém nos lembrará que são tão volúveis como adaptáveis ao decorrer do tempo, ou que, por não serem legítimas, são certeiras.

Se nos refugiarmos na liberdade individual, replicar-nos-ão que tudo pode acabar ali, onde começa a do contrário, a quem devemos respeito. E se nos amparamos na tradição “familiar”, podem espetar-nos que nem tudo o que reluz é ouro e que devemos humilhar-nos a pedir para podermos trabalhar em função dos mais pobres e doentes.

Assim as coisas, no fim, podemos deduzir que o grotesco traço da ditadura é grosso e que o modo como nos expressamos, em nome colectivo, não nos serve de escudo para nos podermos defender fcilmente sem termos que espremer demasiado o cérebro. Para grandes males, grandes remédios. Seja a promoção ou a proibição, seja o independentismo ou o passar da esponja sobre o assunto.

Estamos em Março e dedicamo-nos em especial á “política social” e a discutir os resultados dos nossos pedidos e solicitações. Nos dois âmbitos, a polémica teve um tom de maximalismo, mais que de cores, de paleta e de pincel. E, os defensores e detractores de ambos os debates escudaram-se no parapeito das suas posições irredutíveis, mais que na ductilidade de entender que as opiniões contrárias albergam um ponto de razão, porque a verdade que nos fará livres, está na súmula das crenças. Acontece, não obstante, que buscamos um espaço onde possamos trabalhar em prol dos mais desfavorecidos que até hoje nos tem sido recusado, mesmo sabendo quão úteis podemos ser a essa camada social.

E, assim, por prática ou por entusiasmo, por facilidade ou por despeito, por busca do desprezo, vamos dluindo as matizes existentes até deixarmos a frente despejada do que melhor a ampara: a gradação; pela degradação pessoal e familiar. Aqueles que querem ver o copo do seccionismo meio cheio, não admitem nenhum, sendo-lhes reconhecida cobardia no lugar da coragem no êxito das suas façanhas, e nem nos permitimos discutir a sua leitura posterior de extrapolação dum caminho mais entusiasta que provável.

Aqueles que, sem qualquer direito estão pela abolição de certas instituições de cariz social, radicalizam as suas “razões” sem aceitar as dos que defendem e lutam, de modo desigual, entre o querer e o poder. E, nesta espiral, movemo-nos até desenharmos uma imagem de intolerância que, em defesa da liberdade e dos direitos dos mais débeis e pobres, desamparam os que reclamam nesse sentido.

(Enviado por um Amigo)

sexta-feira, 4 de março de 2011

triCicLO



ORA AÍ ESTÁ UMA BELÍSSIMA IDEIA!... ÉPÓÓÓMEMINOEPÁÁÁMENINAAA

sim, a ideia... mas há um senão !... na minha opinião a criança deve viajar sempre atrás...
mesmo numa bicileta !...

principalmente numa bicicleta conduzida por...

lélio

Greve e cortes salariais


Uniram-se as duas Centrais Sindicais após 22 anos de separação. A situação no país assim o exigia, e os sindicatos souberam responder à chamada contra a precariedade laboral, aos cortes salariais, aos aumentos de impostos, à colocação de portagens nas SCUT e perda de regalias sociais.

Todavia, a dupla que às escâncaras hoje governa o país, com o benepláctito do presidente da República, acabou de aprovar, com a abstenção de um deles, que a Caixa geral de Depósitos escapasse aos cortes salariais porque têm medo da fuga dos quadros que a gerem. Ou seja, o governo preferiu ceder à chantagem sobre ele feita, negando uma vez mais a igualdade entre os portugueses. Começa a ser um mau hábito que abre maus precedentes e cria mau ambiente.

Os portugueses cumpriram um dia de greve sem saberem, ou só muito superficialmente, o que se passa em relação aos tais quadros – ao que parece insubstituíveis – da CGD e, muito possivelmente da TAP, RTP, CTT e CP (…) que, segundo se vai ouvindo por aí caminham a passos largos para a privatização, pelo que estas últimas poderão não ser abrangidas pelo acordo bilateral. Talvez apenas a CGD, como Banco do Estado e não privatizável, embora apetecido e apetecível, pelo menos para já.

Que vivemos num país onde se privilegiam os tachos para os amigos e familiares, não é, pois, de admirar que o ministro das Finanças se tenha preocupado tanto com a manutenção de mais alguns que são, no fundo, os causadores da crise económica que nos mandou para a beira do abismo.

Devido a essas formas de pensar e agir, em que alguns “são insubstituíveis”, é que há demasiado desemprego verificado nas consideradas camadas menos especializadas, causado pelos ideais tecnocráticos que nos estão a conduzir, de forma inexorável, à bancarrota, porque se fazem pagar principescamente, enquanto o povo trabalhador tem de viver com salários baixos, alguns miseráveis e que os jovens licenciados sem cartão do partido militam também nas hostes do desemprego.

Como se ainda não houvesse provas de discriminação, elas aqui estariam, estão nesta atitude dum governo em agonia que sempre – e ainda o faz – se afirmou socialista (talvez da horta) e que, sempre que surge uma oportunidade demonstra militar num mundo à parte, transformando Portugal numa república babaneira e do faz-de-conta.

O líder do actual parceiro do governo havia dito que não admitiria qualquer alteração ao OE, mas absteve-se, permitindo às empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público «com as adaptações justificadas pela sua natureza empresarial».

Temos um governo que sabe zelar pelos altos interesses – de quem? – nacionais, mas que não sabe olhar para todos os portugueses do mesmo modo, causando fortes discrepâncias e assimetrias, originando cada vez mais diferenças entre as classes trabalhadoras e o mundo do capital (político).
Quando foram anunciados os cortes salariais, que dizem ser inconstitucionais, e não foi nomeado um governo de salvação nacional que englobasse todos os partidos com assento parlamentar, ficamos a saber que se preparava uma nova espécie de AD, também ela inconstitucional e atentatória aos direitos dos cidadãos, uma vez que toda e qualquer aliança partidária deve ser operada antecipadamente e sujeita ao sufrágio universal.

Esta deve-se ao trabalho do presidente da república e seus tabus, que preferiu assim, uma vez que se aproximava a data de anunciar a sua recandidatura às eleições de Janeiro do próximo ano. Entretanto, a maioria dos portugueses que se alimente de ar e vento, mas que não deixe de pagar imposto sobre imposto e com o salário reduzido, e qualqer dia ainda veremos aqueles ar e vento serem taxados, pois deles se alimenta uma boa parte dos cidadãos nacionais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preço dos alimentos bate novo recorde em Fevereiro


Os preços mundiais dos alimentos atingiram um novo recorde em Fevereiro pelo oitavo mês consecutivo, segundo o índice de preços da FAO, a organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, apresentado quinta-feira.

Os preços dos produtos alimentares aumentaram 2,2% no mês de Fevereiro relativamente a Janeiro, atingindo os 236 pontos no índice estabelecido pela FAO.
"É o nível mais elevado desde que a FAO começou a elaborar este índice", disse a organização, em comunicado. À excepção do açúcar, todos os produtos ficaram mais caros em Fevereiro. Uma subida sentida "especialmente os produtos lácteos e os cereais", acrescenta aquela organização.
Um especialista da FAO nesta área, Abdolreza Abbassian, diz que a tendência de subida não vai inverter-se tão cedo.

"Até ao verão deverão permanecer neste nível. Podem ir um pouco abaixo ou um pouco acima mas, a nossa previsão, é que não haja nenhuma correcção substancial", disse hoje à agência Lusa o responsável da Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).


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(Jornal de Notícias – 2/03/2011)

Merkel garante: Portugal não precisa de ajuda externa


Reunião em Berlim correu de feição a Sócrates. Conversa com chanceler continua ao jantar

Angela Merkel disse esta quarta-feira que as «reformas portuguesas vão no bom sentido» e garantiu que Portugal não precisa de ajuda externa.
A chanceler alemã falou aos jornalistas, após um encontro de 43 minutos com José Sócrates, e elogiou as «medidas corajosas» que Portugal tem tomado nos últimos meses.
Depois de uma chegada com contornos inesperados, na qual os jornalistas foram impedidos de filmar o momento que antecede o encontro, Angela Merkel terminou a conferência conjunta deixando a ideia de que apoia Portugal, mas foi omissa sobre o Fundo de Estabilização Financeira.
Para a chanceler Merkel, «Portugal e Espanha estão a fazer o que é correcto». Quanto às taxas de juro, estas «expressam a confiança dos mercados nos países» e acrescentou que «quando houver mais confiança em Portugal, certamente que irão descer».
A líder alemã escusou-se a intervir para baixar as taxas de juro que Portugal tem pago no acesso ao financiamento internacional: «Quando houver mais confiança em Portugal, certamente irão descer, mas isso não se pode fazer de forma artificial».Ao lado da chanceler, o primeiro-ministro aproveitou para salientar, nesta conferência de imprensa, que o resultado das contas públicas, relativas a Fevereiro, é «histórico» e garantiu que Portugal «tem condições para resolver os seus problemas sozinho».Nessa altura, e não sendo sequer dirigida a pergunta à chanceler, Angela Merkel optou por responder aos jornalistas garantindo que «nunca disse que Portugal precisava de ajuda externa».
Na reunião, da qual se conhecem ainda poucos contornos, estiveram dois temas fundamentais, que voltaram a estar em cima da mesa na cimeira do próximo dia 11 e na reunião extraordinária de líderes europeus que decorre nos dias 24 e 25 deste mês.
A situação económica de Portugal e o futuro do fundo de resgate da União Europeia estiveram em discussão, enquanto o primeiro-ministro continua a insistir na flexibilização do fundo. Mas a responsável alemã escusou-se a responder à questão sobre se uma flexibilização das regras do fundo de resgate europeu pode passar pela descida das taxas de juro cobradas aos países que a ele acedem.
Certo, certo é que Lisboa e Berlim têm «a vontade comum de fazer tudo para manter a estabilidade do euro», como garantiu Angela Merkel.«Portugal não é subserviente»Questionado sobre se a publicação dos dados da execução orçamental em tempo recorde, e através de um jornal nacional, podia ser encarada como uma subserviência à Alemanha, José Sócrates rejeitou o argumento: «Portugal tem oito séculos de história e não é subserviente com ninguém, a não ser com o seu povo».
Esta reunião foi acompanhada, ao minuto, pelo correspondente da TVI, Pedro Moreira, que relatou tudo o que se passou nos bastidores deste encontro.Veja aqui a reacção da oposição à reunião entre Sócrates e Merkel.

(Agência Financeira-Diário IOL – 2/03/2011)

Comboios



(só oitocentos kilómetros (800) abatidos por cavaco) (e ainda nem começou a vingar-se !)

Lucidez Pedagógica _ Luís Antas


Comboios (?)


Àqueles que apreciam os não mentirosos e os que têm boa memória (excepto para algumas minudências de escrituras e acções BPN)..., para que possamos agradecer-lhe o desenvolvimento que engendraram para este país!


não estás só Luís
lélio m p o

terça-feira, 1 de março de 2011

Extreem

descompressãooooooooooooouuuuuuu...........lo máximo!!! (xxxiiiiiii !!!!!!)



sem palavras ?!! _ Ingeniosa


El puenting es una cosa de niños, al lado de esto...¿verdad?

Ingeniosa

l.

AAALERTAAAAAAA !!!!!!! >>>>>>>IMPORTANTE: IRS 2011!!!



O NIF NAO É ESCRITO POR NÓS EM CASA ...

O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alteraçoes
significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas
com saúde, educaçao, formaçao, com lares, etc., vem acrescentar o n? 6
ao Art? 78? do CIRS, cuja alínea b) tem a seguinte redacçao, relativa
às condiçoes para serem aceites deduçoes à colecta:



alinea b) Mediante a identificaçao, em factura emitida nos termos legais, do
sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos
em que envolvam despesa.



Nota: Para que se saiba que a partir de 1 de
Janeiro de 2011 tem de pedir as facturas ou recibos para os tipos de
despesas atrás mencionadas em nome e com o numero de contribuinte da
pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito
passivo ou membro do agregado familiar, (descendentes ou ascendentes).
Assim, quem tem filhos, mesmo os recém nascidos, deverá de imediato
requerer o seu numero de contribuinte para que possa deduzir as
despesas com ele incorridas, já que as facturas tem de vir em seu nome
e com o respectivo NIF. Na declaraçao de rendimentos anual é também
obrigatório o NIF de cada membro do agregado.

Rematando, nao podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos,
educaçao, etc., com o nome do destinatário e o NIF em branco, para
posterior colocaçao destes dados. Tem que fazer parte do preenchimento
correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque
serao objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalizaçao da
DGCI.

Como já estamos quase no final de Janeiro, e nao sendo um tema que
seja muito publicitado, e perceptível pela maioria das pessoas, é
muito importante que passemos a mensagem para evitar situaçoes
desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas
na altura da apresentaçao da declaraçao de rendimentos em Março de
2012.

Jorge Campos Macedo

Lélio m p o