A Morte do "Cisne" Fantástico e Emocionante


Vejam.



http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE&feature=player_embedded



(Enviado por um Amigo)



domingo, 30 de janeiro de 2011

«Mosquitos»

O mosquito comum (Culex Pipiens), é um verdadeiro calvário. O seu rapidíssimo bater de asas gera um insidioso zunido exasperante, capaz de irritar qualquer um.
Ainda por cima, há pessoas alérgicas às picadelas da fêmea, que é hematofaga. Espeta o aguilhão ne pele da vítima e injecta-lhe um irritante anticoagulante que mantém a fluidez do sangue enquanto dura a sucção. Daí as endiabradas burbulhas que ardem como fogo. Um animalzito francamente prescindível.
Por falar em fogo. Quando poderemos voltar a ver Portugal sem ser em chamas? Quando se poderá ouvir o ministro da Agricultura dizer de sua justiça? Cuidado com os charcos…
O pior era o mosquito anofeles (Anopheles Atroparvus). Até há pouco tempo infestava as zonas pantanosas europeias e actuava como transmissor da malária, o paludismo. Foi praticamente erradicado à força de insecticidas, por isso o paludismo foi desaparecendo da Europa.
Não é assim na maioria dos países tropicais, onde se transmite por obra doutras espécies de anofeles. Mas agora, que já lá vai a pandemia de gripe A, chegou-nos o mosquito tigre (Aedes Albopictus), que é uma espécie asiárica.
Em 2004 chegou à Península Ibérica e, em apenas seis anos, difundiu-se por toda a parte.
Parece que os primeiros mosquitos tigre chegaram à Europa em 1979, à Albânia e aos Estados Unidos (1986), emboscados em carregamentos de velhos pneus provenientes da China e do Japão, respectivamente. Importação imprevista e indesejável, porque são animais de picadela ainda mais dolorosa que a do mosquito comum, e de desenvolvimento muito rápido. Em qualquer charco, em sete ou oito dias os ovos eclodem e as larvas convertem-se em adultos.
Ao chegar o Inverno, as fêmeas põem os ovos, reistentes ao frio, que renascem no Verão seguinte. Um verdadeiro pesadelo.
As importações continuaram com os carregamentos de plantas ornamentais do Extremo Oriente. Dá que pensar. Com prescindíveis importações de flores,vieram inumeráveis noites de insónia e um sério agravamento para os cofres municipais, que devem fazer frente a fumigações onerosas. (Podiam no entanto reaver esse dinheiro se zelassem pela obrigatoriedade de limpeza das florestas e, se não fossem devidamente limpas, para evitar a «época dos fogos», multa em cima e verbas para os cofres).
No entanto, com êxito inceto, porque em qualquer canto despercebido, e hoje tanta coisa passa despercebida apesar de todos os meios tecnológicos e tantas câmaras de vigilância, pode haver um recipiente com água estagnada. Numa semana, até 300/400 metros em redor, chegarão os mosquitos tigre. Ou seja, rapidamente a toda a cidade. Bastaria acabar com esses charcos disseminados. Demasiado trabalho, numa sociedade vítima dum bem-estar abúlico.
Preferimos exigir que nos encham de insecticida duas vezes por mês. Picados e fumigados, é uma beleza. Reveladora metáfora, recheada de amarga realidade. Enquanto nos trópicos, vários anofeles da malária e o aedes da febre amarela e do dengue (Aedes Algyfiti) fazem algo mais que arruinar o veraneio de gente acomodada, matam milhões de pobres que não podem comprar insecticida nem importar plantas ornamentais.

(Enviado por um Amigo)

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